Economize Vale a pena investir em ações neste momento?

Vale a pena investir em ações neste momento?

O especialista em mercado financeiro Bernardo Pascowitch compartilha suas orientações sobre o período de incerteza em todo o cenário das finanças no contexto doméstico e internacional

  • Economize | Bernardo Pascowitch para o R7 Afortunados

Bernardo Pascowitch analisa o cenário de investimentos atual

Bernardo Pascowitch analisa o cenário de investimentos atual

Pixabay

O cenário atual tem sido realmente desafiador: o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, despencou em uma velocidade jamais vista desde 1995 e recuou desde o começo do ano mais de 30%. Em março de 2020, batemos o recorde na história da bolsa brasileira do número de acionamentos do “circuitbreaker”, as interrupções de negociações dos mercados em caso de fortes quedas e momentos de alta volatilidade. Algumas empresas chegaram a perder mais de 50%, 60% e 70% do seu valor em bolsa – com destaque para empresas do setor aéreo, setor do turismo e setor hoteleiro, além de grandes exportadoras de commodities como a Petrobras.

Com tudo isso acontecendo, será que é o momento de investir em ações ou seria melhor buscar outros investimentos? Será que estamos em uma janela de oportunidade para comprar ativos de renda variável ou a queda pode se intensificar e gerar ainda mais perdas para os investidores brasileiros? Posso me arrepender se eu entrar na bolsa agora? Em quanto tempo a bolsa vai recuperar o mesmo patamar que havia alcançado em 23 de janeiro de 2020, na máxima histórica dos quase 120 mil pontos? Essa é uma das perguntas que eu tenho mais recebido no Yubb, minha empresa que é o maior buscador gratuito de investimentos do Brasil. 

Bom, vamos por partes: em primeiro lugar, é importante dizer que ninguém sabe ainda a gravidade da crise do coronavírus e os potenciais impactos econômicos e financeiros. A situação tem se degradado diariamente em termos do número de pessoas infectadas e de falecimentos em virtude do vírus, o que gera uma apreensão sobre a duração das medidas de quarentena e de circulação de pessoas em todo o planeta. Ao mesmo tempo, bancos centrais, governos e diplomatas de organizações internacionais de todo o mundo têm debatido ações coordenadas para injetar recursos na economia, aumentar a confiança por parte dos investidores e reduzir os impactos da desaceleração econômica global.

Em outras palavras, embora não seja possível saber o “tamanho” do problema e tampouco sua intensidade, é relevante o fato de que os governos e bancos centrais estão fazendo o máximo possível para enfrentar o problema por meio de instrumentos fiscais e monetários como redução das taxas de juros, liberação de compulsórios bancários, postergação da cobrança de tributos, auxílio financeiro a micro, pequenos e médios empresários, socorro financeiro a companhias áreas, entre outras medidas.

Tudo isso é relevante. Mas a pergunta permanece no ar: vale a pena ou não vale a pena investir em ações neste momento? Bom, a resposta para essa pergunta depende menos de fatores externos e mais de fatores internos a cada investidor. Colocado de outra forma: cada investidor precisa analisar o seu perfil de risco e o seu momento para decidir se vale  ou não comprar ações na bolsa de valores durante a crise do coronavírus.

Nessa avaliação, o importante é ter o longo prazo como horizonte. E por “longo prazo” eu quero dizer, no mínimo, cinco anos. Poucos meses ou poucos anos não fazem parte do horizonte do longo prazo. Os maiores investidores de ações do Brasil e do mundo possuem ações que foram compradas há décadas – 10, 20, 30, 40 anos! Então, se você está interessado ou interessada em comprar ações, precisa ter o mesmo horizonte de tempo (especialmente no momento atual!). Investir por menos tempo do que isso pode fazer com que você perca dinheiro e perca seu patrimônio, ficando traumatizado com investimentos em ações e achando que a culpa é do mercado e da bolsa quando, na verdade, é culpa somente sua por ter feito investimentos com base em uma mentalidade errada – posso dizer isso com propriedade, pois fiz meus primeiros investimentos antes da crise de 2008, perdi dinheiro e fiquei muitos anos sem investir! O culpado? Eu e somente eu.

Um outro ponto fundamental para se considerar diz respeito à famosa “reserva de emergência”. Você possui uma reserva com um montante suficiente para custear a sua vida (e talvez da sua família) durante alguns meses caso haja algum imprevisto como uma demissão, uma doença ou um imprevisto? Caso não possua, é importante primeiro que você crie a sua reserva de emergência e invista em títulos de renda fixa com liquidez diária (especialmente CDBs com liquidez diária ou no título Tesouro SELIC do programa Tesouro Direto). Se você já possuir uma reserva de emergência estruturada e sólida, pode ser o momento de investir em ações. Mas algumas observações ainda precisam ser feitas.

Inicialmente, é interessante que você invista em ações um montante que não faça falta caso seja totalmente perdido – é claro que você não perderá o seu investimento, principalmente se você fizer uma diversificação entre diferentes ativos --, mas o exercício exagerado é importante para que você invista somente uma quantia que “possa ser perdida”. Com isso, durante o “sobe e desce” da bolsa, você não ficará preocupado com o dinheiro desvalorizado em caso de uma grande volatilidade como essa de 2020. Se investir mais do que pode perder, aí vai bater uma angústia, um desespero com a desvalorização do dinheiro e, talvez, você tome a decisão errada de vender suas ações por um preço muito barato. E é bem ruim ver o seu patrimônio sendo vendido para outra pessoa por um preço muito abaixo do que ele vale.

Entendida a importância da reserva de emergência e de investir somente aquele montante que possa ser “perdido”, passamos para a fase de escolher quais ações valem a pena nesse momento. Aqui, a análise é muito subjetiva e varia de investidor para investidor. Alguns preferem ações com maior potencial de valorização. Outros, preferem ações que mais pagam dividendos (distribuição de lucro das companhias para seus acionistas). Existe a turma das “smallcaps”, as empresas menores e que podem crescer muito nos próximos anos. Existe a turma das “exportadoras de commodities”. Existe a turma das “varejistas”. Enfim, cada um tem suas preferências e cabe a você decidir onde investir. Eu, particularmente, tenho olhado para ações que estão sendo negociadas abaixo do seu valor patrimonial como possibilidade de compra .  Mas, repito: cada investidor precisa fazer a sua própria análise e tomar suas decisões sem se basear no que fazem outros investidores.

Por fim, escolhida a ação a ser investida, é o momento de escolher a corretora e a respectiva plataforma de investimento em renda variável – também conhecida como “home broker”. De nada ou muito pouco adianta fazer investimentos buscando uma valorização do seu patrimônio se você usar uma corretora que cobra altas taxas de investimento em ações. Isso porque a sua rentabilidade seria “mordida” pelas taxas da corretora, fazendo com que seu dinheiro precisasse render ainda mais para primeiro compensar as taxas cobradas e só depois começar a gerar rendimento para o investidor.

Nesse sentido, eu gosto muito do home broker da CM Capital: uma plataforma moderna, estável, fácil de usar e que cobra taxa zero em muitos ativos de renda variável, incluindo no lote fracionário de ações. Ou seja, é possível investir em ações sem pagar nenhuma taxa, uma grande vantagem para o investidor. E, ao não cobrar taxa no lote fracionário (no lote fracionário, é possível comprar ações unitárias, enquanto que no lote padrão é preciso comprar no mínimo cem ações), a CM Capital ajuda o pequeno investidor que está começando a investir na bolsa a experimentar as ações sem perder dinheiro para altas taxas cobradas por outras corretoras. Vale a pena conhecer! 

Bernardo Pascowitch é fundador do Yubb, diretor da ABFintechs e produtor de conteúdo. Acompanhe as publicações dele pelo Instagram @bernardopascowitch

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