Economize Veja quatro opções para quem quer começar a investir a partir de R$ 39

Veja quatro opções para quem quer começar a investir a partir de R$ 39

Renda fixa, Tesouro Selic e fundos imobiliários são algumas alternativas. Investidor precisa avaliar liquidez e taxa administrativa antes de aplicar

  • Economize | Pietro Otsuka, do R7

Investir exige estudo e comprometimento

Investir exige estudo e comprometimento

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Para quem está começando a se aventurar no mundo dos investimentos, algumas dúvidas aparecem na cabeça. Quanto investir, onde, como? Não existe fórmula mágica ou receita milagrosa para fazer seu dinheiro render.

O que vale é a iniciativa, o estudo, o comprometimento e, claro, muita paciência.

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Já é consenso dentre especialistas que a poupança é um produto de investimento para se fugir, por conta de sua baixa (quase nula) rentabilidade.

No entanto, não é preciso acumular centenas de milhares de reais para começar a investir.

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Com apenas R$ 40, você já pode investir no Tesouro IPCA+ e em fundos imobiliários, segundo Lucas Collazo, analista da Rico Investimentos.

Porém, ele destaca que é essencial entender que o “melhor investimento” é aquele que melhor se adequa ao seu perfil e as suas necessidades.

Se você tem apenas R$ 100 para investir, por exemplo, as melhores opções são as aplicações de renda fixa por serem mais seguras.

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Arthur Igreja,  especialista em finanças e tendências e professor convidado da FGV, ainda destaca que esses investimentos também têm liquidez para poder sacar esse dinheiro a qualquer momento.

“O que funciona para mim, pode não funcionar para você. Eu posso querer construir patrimônio, você pode querer investir para fazer um intercâmbio.”

Lucas Collazo, analista da Rico Investimentos.

Pensando nisso, o R7 Economize conversou com Igreja e Collazo para buscar quatro opções simples e rentáveis para quem quer começar a investir.

Tesouro Selic

É quase que unanimidade entre os especialistas recomendar o Tesouro Selic para quem está começando a investir. 

O Tesouro Selic é atrelado à Selic — taxa básica de juros da economia brasileira. O produto rende, anualmente, 100% da Selic, com rentabilidade bruta de 1,57% no ano, segundo o site do próprio Tesouro.

Apesar de ter fechado setembro no vermelho, a -0,46%, o produto é um dos mais atraentes também por conta de sua liquidez diária, ou seja, você resgata seu investimento a qualquer momento, com facilidade.

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O valor mínimo para aplicação é R$ 106,76.

No entanto, Igreja faz um alerta: é preciso a acompanhar o mercado para entender como funciona. Um a dica é assistir aos vídeos oferecidos no próprio site do Tesouro Direto.

“A recomendação é fantástica, mas se não souber como o Tesouro funciona, não entenderá o que está acontecendo, se sentirá inseguro ou achará que está perdendo dinheiro”, avalia o especialista.

Tesouro IPCA+

Outra boa opção é o Tesouro IPCA+, que é atrelado ao índice oficial de preços.
Collazo explica que essa modalidade paga uma taxa prefixada, ou seja, é um valor que você pode prever o quanto ganhará ao ano.

Além, disso, o Tesouro IPCA+ corrige a variação da inflação.

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Apesar de ter fechado setembro no vermelho, a -1,52%, a rentabilidade bruta no ano da modalidade é de 5,22%.

A partir de R$ 38,81 — valor pode variar —, você pode aplicar no Tesouro IPCA+ e, por conta de sua liquidez diária, o resgate do valor investido pode ser feito a qualquer momento.

Collazo ainda ressalta que existe a opção de resgate semestral, o que até pode ser bom para a "pessoa que quer ver o dinheiro rodando na conta". No entanto, essa faz algumas ressalvas.

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“Se você for fazer uma conta de juros compostos, matemática financeira básica, perceberá que, se o negócio está te pagando uma taxa de juros semestral, a rentabilidade final fica mais baixa. Afinal, ele está te devolvendo dinheiro e não está gerando juros compostos.”

Fundos imobiliários

Não é só o Tesouro que se mostra uma alternativa sedutora para quem busca investir. Os fundos imobiliários vêm atraindo cada vez mais investidores.

Como em qualquer outro fundo de investimento, com o imobiliário, você adquire uma fatia do patrimônio total do fundo.

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Ou seja, ao optar por essa modalidade, “você se torna sócio do empreendimento em que está aplicando seu dinheiro, seja um prédio comercial, shopping centers ou hospital”, afirma Collazo. 

O analista da Rico Investimentos explica também que o valor inicial para investir varia de fundo para fundo, pois entra na equação também que tipo de empreendimento aquela aplicação está atrelada.

“Tem fundo imobiliário que sua cota está sendo negociada a R$ 40, outros por R$ 50, R$ 60, R$ 70, R$ 100, R$ 1.000, e por aí vai. Há opções de vários parâmetros diferentes por estarmos falando de diversos tipos de imóveis”, diz Collazo.

O IFIX — indicador do desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários — vem mostrando sinais de recuperação desde que estourou a crise da pandemia do novo coronavírus.

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Em setembro, o indicador fechou em 0,46%, um pouco abaixo do registrado em agosto (1,79%). Porém, o acumulado dos últimos 12 meses ficou em -12,59%.

Os fundos imobiliários, ao contrário do Tesouro Selic, não têm liquidez diária. O dinheiro é liberado apenas dois dias após o resgate.

Collazo também alerta que o resgate precipitado do dinheiro não só nos fundos imobiliários, mas em todas as aplicações, pode resultar em uma queda no rendimento.

“Quando você compra um ativo é como adquirir um imóvel. Se quiser tirar o dinheiro do imóvel, terá de vendê-lo. Quem determina esse preço é o mercado. Com isso, você pode vender num bom ou mau cenário.”

Lucas Collazo

ETFs

“O ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Funds, que nada mais é do que um fundo de ações que tem como referência um índice da bolsa de valores”, conta Collazo.

Um bom exemplo é o BOVA11, que tem como referencial o índice Bovespa. Se o índice sobe 10% em um mês, por exemplo, o BOVA11 tende a apresentar valorização similar.

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Entre as características que tornam essa opção atraente é a diversidade. Com apenas uma cota, você tem acesso a diversas ações. Assim, o preço de uma cota varia conforme o valor das ações que o compõe.

No entanto, o valor inicial para aplicar em ETFs gira em torno de R$ 50.

O principal custo do ETF é a taxa de administração cobrada pela gestora do produto. Os percentuais médios ficam entre 0,25% e 1,25% ao ano.

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Por serem negociados diretamente na bolsa de valores, as cotas de ETFs podem ser adquiridas ou vendidas a qualquer momento.

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