Educação e transportes puxam inflação da classe C em 2017

Índice da FGV registrou variação de 2,07% no acumulado do ano

Inflação da baixa renda é menor do que prévia geral
Inflação da baixa renda é menor do que prévia geral Pexels

A inflação da classe C ficou acumulada em 2,07% em 2017, segundo o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor — Classe 1) divulgado nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O índice mostra a variação da taxa de inflação para as famílias que têm renda de um (R$ 954) a dois e meio salários mínimos (R$ 2.385). 

A categoria educação, leitura e recreação foi a que mais puxou a inflação para o consumidor da classe C, registrando variação de 5,14%. Logo em seguida aparecem os transportes (4,72%), habitação (4,49%) e saúde e cuidados pessoais (4,49%). 

A alimentação (-2,06%) e a comunicação (-0,31%) tiveram redução na variação da inflação no acumulado do ano. 

No mês de dezembro, os itens que tiveram maior influência na inflação foram as tarifas de táxi (11,64%) e a gasolina (2,08%). Em contrapartida, a carne moída (-4,16%) e a conta de luz residencial (-3,89) registraram queda. 

Índice geral da inflação

Em comparação com a prévia da inflação, chamada de IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), a taxa da classe C registrou menor variação. O IPCA-15 indica que o acumulado do ano foi de 2,94%, menor resultado desde 1998, 0,87% inferior ao IPC-C1.