Inflação

Economia Em ata, Copom aposta em inflação alta, mas retomada dos empregos

Em ata, Copom aposta em inflação alta, mas retomada dos empregos

Documento da reunião que elevou em 1 ponto taxa básica de juros do país mostra otimismo com fim da pandemia de Covid-19

  • Economia | Do R7

Inflação de 2022 pode ficar dentro da meta, diz Copom

Inflação de 2022 pode ficar dentro da meta, diz Copom

Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, indicou na ata da última reunião, que elevou em 1 ponto percentual a taxa básica de Juros (Selic), para 6,25% ao ano, que a inflação continuará em alta no país nos próximos meses, mas que o emprego mostra sinais de retomada.

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O comitê acredita, segundo mostra no documento, que será necessário aumentar novamente os juros na próxima reunião para conter o aumento de preços.

Os integrantes do Copom consideram que os últimos índices sobre emprego no país mostram recuo na taxa de desocupação e crescimento da força de trabalho e da população ocupada. "Os níveis das duas últimas variáveis ainda consideravelmente abaixo dos observados antes da pandemia sugerem hiato remanescente no mercado de trabalho", afirmam em tom otimista.

Os economistas, no entanto, dizem que os dados oficiais ainda são confusos. "Diante da diferença entre os principais indicadores do emprego no segmento formal – Pnad Contínua e novo Caged, sendo que o último mostra recuperação mais robusta do que o primeiro –, permanece a dificuldade de avaliação do efetivo estado do mercado de trabalho."

O Copom avalia no documento que a alta nos preços é inevitável e que só com o aumento nos juros, que contrai o consumo interno, será possível ao país atingir 3,7% de inflação em 2022, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central, de 3,50% ao ano (com até 1,5 ponto a mais de tolerância). 

Entre as causas para a manutenção da inflação em alta estão a elevação de preços das commodities no exterior e políticas públicas para o enfrentamento da pandemia, como o auxílio emergencial, que aumentem o consumo.

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