Novo Coronavírus

Economia Empresas de recrutamento seguem na ativa durante pandemia

Empresas de recrutamento seguem na ativa durante pandemia

Setores como TI (tecnologia de informação), vendas, finanças, RH (recursos humanos) e saúde continuam contratando em meio à crise da covid-19

  • Economia | Guilherme Padin, do R7

'Quem não era virtual, agora tem que ser', diz executivo

'Quem não era virtual, agora tem que ser', diz executivo

Nappy

Em meio à pandemia do novo coronavírus e os impactos econômicos por ela causados, setores da saúde, os serviços essenciais e áreas de trabalho remoto ainda estão na ativa e contratando. E é neste contexto que as empresas de recrutamento têm trabalhado e modulado suas rotinas para se adaptar ao novo cenário.

“Dependendo do setor, há um crescimento”, afirma Deny Monteiro, CEO da ZRG Brasil, empresa multinacional na gestão de talentos e busca por executivos. Ele cita setores como tecnologia, e-commerce, delivery e saúde, que continuam contratando, mesmo que num ritmo menor.

Na visão de Monteiro, os setores ligados à tecnologia continuam sendo mais fortes neste momento. “Quem não era virtual, agora tem que ser. Quem não tinha home office, agora tem que ter”, afirma. 

Segundo estudo da Page Interim, as cinco áreas líderes em contratações de temporários e terceiros são TI (tecnologia de informação), vendas, finanças, RH (recursos humanos) e saúde. Lucas Oggiam, diretor da Michael Page e Page Personnel, considera que o momento pede pragmatismo e capacidade de tomada de decisão e atuação.

“As empresas com maior resiliência são aquelas que conhecem bem seu produto e mercado e focam soluções práticas”, avalia Oggiam.

Monteiro e Oggiam contam que, com a expansão da pandemia, a atuação de ambas as empresas passou totalmente ao trabalho remoto, inclusive os processos seletivos.

Veja também: Saiba como economizar água, luz e gás durante a quarentena

Não são apenas as recrutadoras que têm de se adaptar à inesperada crise, como explica Cássio Mattos, vice-presidente financeiro da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos): “Tem muita empresa tentando se reinventar, que não produzia itens como máscaras e fazendo um novo faturamento com esses itens”. O foco neste momento para boa parte das empresas é a garantia do caixa, relata ele.

Avaliação de mercado

Lucas Oggiam e Denys Monteiro avaliam de forma similar o momento do mercado financeiro e citam que o pânico das primeiras semanas foi substituído por cautela e observação.

“A desinformação é o maior inimigo da confiança do meio empresarial para investir em contratações. Porém, notamos que, com o passar das semanas, quando os cenários ficaram mais claros, as empresas seguiram com seus processos seletivos”, analisa Oggiam.

Há, também, aquelas empresas que sentiram mais o impacto causado pela pandemia, como lazer, turismo e bens de consumo sem necessidade imediata às pessoas.

Veja também: Caixa afirma que 3,5 milhões ainda não sacaram auxílio emergencial

Estes setores, para Cássio Mattos, estão muito mais ameaçados porque houve paralisação de atividades. “É uma quantidade enorme de gente que está tentando salvar os negócios e empregos são dizimados”, afirma.

Mattos considera que, com um fato sem antecedentes, a retomada – quando ocorrer – será mais lenta. “Esta pandemia traz um fato sem antecedentes, e seremos aventureiros se não tivermos consciência. Cautela, moderação e paciência vão nortear este processo”, diz.

Últimas