Coronavírus

Economia Esperamos ter novo valor do auxílio emergencial até sexta, diz Bolsonaro

Esperamos ter novo valor do auxílio emergencial até sexta, diz Bolsonaro

Próximas parcelas do benefício criado em meio à pandemia do novo coronavírus serão pagas pelo governo até o fim do ano

Reuters
"Não batemos o martelo ainda", disse Bolsonaro

"Não batemos o martelo ainda", disse Bolsonaro

Carolina Antunes/PR - 12.08.2020

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que espera ter uma definição até sexta-feira (28) sobre o valor das próximas parcelas do auxílio emergencial a serem pagas pelo governo até o fim do ano, depois que o anúncio da renovação do programa previsto para esta terça-feira foi adiado.

"Logicamente não batemos o martelo ainda, a gente espera que até sexta-feira esteja quase tudo definido para nós darmos mais uma ajuda que é obrigação nossa, não é favor não, ajudar o Brasil a sair da crise que ainda temos, e venhamos então a voltar à normalidade", disse Bolsonaro em discurso na abertura de congresso da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Ele participou de reunião nesta terça com a equipe econômica para tratar do assunto.

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Inicialmente, o governo pretendia anunciar nesta terça-feira os novos valores do benefício juntamente com um pacote de medidas de estímulo à economia no enfrentamento à pandemia da covid-19. Contudo, o pacote foi adiado a pedido do presidente, que estaria insatisfeito com o valor a ser pago no Renda Brasil, programa que deve suceder o Bolsa Família e o auxílio emergencial.

No discurso, Bolsonaro afirmou que o saldo positivo na geração de empregos no — que criou 130 mil postos de trabalho em julho, segundo o Caged — foi "em parte" impulsionado pelo pagamento do benefício.

O presidente disse, no entanto, que não é possível continuar a suportar a conta de R$ 50 bilhões por mês com o pagamento do auxílio emergencial, e frisou ainda que "dinheiro de mais" em circulação leva à inflação. "Papel demais no mercado pode levar à inflação, maior mal que pode existir", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que considera o Brasil um dos países que melhor enfrenta a pandemia, apesar das mais de 115 mil mortes registradas por covid-19, que colocam o país como o segundo mais afetado do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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