Estados Unidos

Economia Exportações para os EUA crescem 33% no 1º semestre, diz Amcham

Exportações para os EUA crescem 33% no 1º semestre, diz Amcham

Dados confirmam a manutenção do país norte-americano como o segundo maior parceiro comercial do Brasil

Agência Estado
Brasil comprou 8,7% mais dos EUA no 1º semestre

Brasil comprou 8,7% mais dos EUA no 1º semestre

Amanda Perobelli/Reuters - 23.9.2019

A corrente de comércio entre o Brasil e os Estados Unidos cresceu ao longo do primeiro semestre em relação com o mesmo período do ano passado, com vantagem expressiva para o lado brasileiro, com os embarques para os portos e aeroportos norte-americanos tendo avançado 32,9% e as compras, 8,7%.

Os dados, do Monitor do Comércio Brasil-EUA, relatório da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio), confirmam a manutenção dos Estados Unidos como o segundo maior parceiro comercial do Brasil em bens.

Em valores, o total das exportações ficou em R$ 67,564 bilhões (US$ 13,3 bilhões) e de importações em R$ 83,312 bilhões (US$ 16,4 bilhões). "A recuperação da economia tanto no Brasil como nos EUA tem fortalecido o comércio bilateral. As projeções da Amcham indicam que 2021 registrará um crescimento de até 30% das nossas exportações para os EUA e de até 20% das nossas importações vindas daquele país", relata Abrão Neto, vice-presidente executivo da Amcham.

Para Neto, os números são indicadores claros do aquecimento dos negócios entre ambos os países. Segundo a Câmara Americana, a economia dos EUA cresceu 6,4% no 1º trimestre de 2021 e deve seguir aquecida ao longo do ano. O estágio avançado de vacinação e os pacotes governamentais de estímulo norte-americanos aumentaram a demanda externa, inclusive por produtos importados do Brasil, como dos setores siderúrgico, de construção civil, aeronáutico e petróleo.

As exportações brasileiras para os EUA no primeiro semestre de 2021 representaram 9,8% das exportações totais do País no período. Pelo lado das importações, é possível observar um início de recuperação.

As importações brasileiras originárias dos EUA avançaram 8,7%, alcançando o valor de R$ 83,312  bilhões (US$ 16,4 bilhões) até o momento. Apesar desse movimento positivo, o porcentual ainda foi três vezes menor que o aumento total de 26,5% de tudo que o Brasil comprou do mundo. Segundo a Amcham, entre as dez principais origens de importação brasileira, o aumento dos Estados Unidos foi o segundo mais baixo, ficando à frente somente da França.

Como resultado, o Brasil obteve um déficit de R$ 15,748 bilhões (US$ 3,1 bilhões) com os EUA, que foi o maior saldo negativo registrado pelo Brasil entre todos os seus parceiros comerciais no ano. No geral as trocas bilaterais com os EUA representaram 12,7% do comércio brasileiro com o mundo, atrás apenas da China (29,1%).

Para a entidade, a recuperação da economia nos EUA e no Brasil refletirá no crescimento do comércio bilateral. A Amcham estima que as exportações brasileiras para os EUA devem crescer entre 26,6% e 30,1%, para um valor próximo a R$152 bilhões (US$ 30 bilhões), e as importações brasileiras dos EUA aumentarão entre 18,6% e 20,2%, superando R$ 167 bilhões (US$ 33 bilhões).

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