Economia Falta de dinheiro impede metade dos brasileiros de viajar, diz IBGE

Falta de dinheiro impede metade dos brasileiros de viajar, diz IBGE

Dos 56,7 milhões de domicílios onde não foram registradas viagens, 83% tinham renda abaixo de R$ 2.000, mostra Pnad Turismo

  • Economia | Alexandre Garcia, do R7

Falta de tempo ou necessidade impediram 32% das viagens

Falta de tempo ou necessidade impediram 32% das viagens

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A falta de dinheiro impediu 48,9% das famílias brasileiras de viajar entre os meses de junho e setembro de 2019, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (12), pela primeira edição da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Turismo.

Segundo o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dos 56,7 milhões de domicílios onde não foram registradas viagens no terceiro trimestre, 82,9% tinham renda abaixo de dois salários mínimos, o equivalente a cerca de R$ 1.996 no período da pesquisa.

A ausência de tempo (18,5%) e a falta de necessidade (13,5%) também foram citados por boa parte dos entrevistados como motivos que impediram a realização das viagens. Aparecem ainda entre as razões a falta de interesse (7,2%), a opção estar fora das prioridades (4,8%) e problemas de saúde (4,3%).

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O estudo destaca que os motivos que impedem as viagens variam de acordo com o rendimento domiciliar por pessoa. “Dentre os domicílios com rendimentos abaixo de 2 salários mínimos, a principal causa de não viagem foi a falta de dinheiro. Já entre os domicílios cujo rendimento foi de 2 ou mais salários mínimos, a causa que predominou foi a falta de tempo”, aponta o IBGE.

Já entre os 15,8 milhões de lares onde ocorreram viagens no terceiro trimestre do ano passado, 95,5% registraram até três viagens no período. De todos os trajetos, 13,5% ocorreram por motivos profissionais e 86,5% foram realizados por rações pessoais.

Meio de transporte

Para os brasileiros entrevistados que disseram ter viajado no terceiro trimestre de 2019, o carro foi a escolha mais citada par a realização dos trajetos (46,6%). A opção é a mais utilizada tanto para trajetos pessoais (47,6%), quanto para os profissionais (40,4%).

Na sequência, aparecem as viagens com ônibus de linha (16%) e de avião (15,3%), com o diferencial de que o percentual dos que usaram o meio de transporte aéreo é amplamente superior nas viagens profissionais (30,5%).

Também aparecem como opções de transporte para a realização dos percursos ônibus de excursão, fretado ou turismo (7,1%), vans ou perueiros (4,1%) e motocicletas (2,1%). Outros meios de transporte foram usados por 8,8% dos viajantes.

Segundo o IBGE, é possível observar que a utilização do avião como principal transporte aumenta sua participação à medida que aumenta o rendimento domiciliar. Ao mesmo tempo, a opção pelo ônibus de linha reduz em meio ao aumento da renda do viajante.

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