Economia Falta rede de esgoto em um terço das casas brasileiras

Falta rede de esgoto em um terço das casas brasileiras

Ausência de ao menos um dos itens essenciais de saneamento básico atinge 57,6% dos brasileiros com renda domiciliar abaixo de US$ 5,50 por dia

Saneamento Básico

Falta da coleta de esgoto aflige 35,9% da população

Falta da coleta de esgoto aflige 35,9% da população

Zanone Fraissat/Folhapress - 26.10.2017

Mais de um terço da população brasileira (37,6%) mora em domicílios com a ausência de ao menos um dos três serviços de saneamento básico, afirmou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (5).

De acordo com o levantamento, o maior problema é a falta da coleta de esgoto, que aflige 35,9% da população. Outros 15,1% vivem em ambientes sem abastecimento de água por rede geral de distribuição e 10% não contam com a coleta direta ou indireta de lixo.

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A falta de ao menos um dos itens essenciais de saneamento básico atinge 57,6% dos brasileiros com renda domiciliar abaixo de US$ 5,50 (cerca de R$ 20) por dia, segundo o estudo feito com base em dados de 2017.

"Os serviços de saneamento básico são importantes fatores para prevenção de doenças, mas deve-se levar em consideração também que em áreas pouco adensadas (como em parte das áreas rurais) é adequada a utilização de soluções individuais de saneamento como poços artesianos e fossas sépticas", afirma a pesquisa.

Os dados também apontam que 13% da população vive com ao menos uma inadequação nas condições de moradia, sendo que 2,6% (5,4 milhões) não tem acesso a banheiro exclusivo no domicílio e 1,3% (2,7 milhões) moram em locais com as paredes externas construídas com matérias não duráveis.

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Segundo o estudo, todos os indicadores de habitação e saneamento mostram que a situação da população preta ou parda é mais grave do que a enfrentada pela população branca. “Isso decorre da associação entre indicadores de moradia e pobreza e da sobrerrepresentação da população preta ou parda na população pobre”, explica o IBGE.

Arte/R7

Regiões

O estudo mostra ainda que as populações das regiões Norte e Nordeste têm as maiores restrições no acesso aos serviços de saneamento básico.

A maior restrição de acesso à coleta de lixo foi verificada no Estado do Maranhão, onde 32,7% da população não tinha acesso ao serviço. 

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Quando o assunto é o abastecimento de água, Rondônia registrou a maior restrição, com 54% dos habitantes sem acesso ao sistema. O Piauí, por sua vez, tem 91,7% de sua população com falta de coleta de esgoto sanitário por rede coletora ou pluvial.

Na contramão, o Estado de São Paulo apresenta a maior cobertura para cada um dos serviços, com apenas 1,2% da população sem coleta de lixo, 3,6% sem abastecimento de água e 7% com ausência da coleta de esgoto.

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