Economia Federação pede a Bolsonaro que não aumente impostos sobre a gasolina

Federação pede a Bolsonaro que não aumente impostos sobre a gasolina

Manifestação surge após pedidos do setor sucroenergético para aumento da Cide na gasolina como forma de ajuda ao segmento

Reuters
Fecombustíveis também é contra taxa de importação

Fecombustíveis também é contra taxa de importação

Paulo Whitaker/Reuters - 08.11.2016

A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes) enviou ofício ao presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (4) pedindo que o governo não eleve a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre gasolina e nem crie uma taxa de importação para o combustível.

A manifestação vem após pedidos do setor sucroenergético para aumento da Cide na gasolina, como forma de ajuda ao segmento em meio aos impactos do coronavírus na economia do país e no preço do combustível.

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"Não seria justo aumentar os impostos de todos os consumidores do país, quando seria muito mais prático zerar o PIS/Cofins do etanol, mesmo que temporariamente durante a pandemia", disse a Fecombustíveis. O setor sucroenergético também pediu redução do PIS/Cofins no etanol.

A Fecombustíveis citou notícias veiculadas recentemente de que o Ministério da Economia deveria elevar a Cide da gasolina de R$ 0,10 para R$ 0,30 por litro e impor um imposto de importação de 15% sobre o combustível fóssil.

"Isso vem no sentido oposto aos compromissos assumidos na campanha presidencial", disse a Fecombustíveis, que representa cerca de 42 mil postos revendedores de combustíveis que atuam em todo o território nacional.

O setor sucroenergético, no entanto, não encaminhou ao Ministério da Economia pedido para tributar a importação da gasolina, segundo a Unica, entidade que representa as usinas de cana.

O aumento, segundo a federação, viria ainda "em um momento completamente inoportuno para revenda de combustíveis, que também está em crise, com uma queda vertiginosa nas vendas, entre 50% e 75%, em média Brasil".

O ofício diz ainda que as novas cobranças também prejudicariam os demais elos da cadeia de combustíveis, inclusive a Petrobras, que já se manifestou contra as eventuais novas cobranças.

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