Economia Futuro premiê do Japão manterá enorme apoio fiscal e monetário - por enquanto

Futuro premiê do Japão manterá enorme apoio fiscal e monetário - por enquanto

MACRO-JAPAO-POLITICA:Futuro premiê do Japão manterá enorme apoio fiscal e monetário - por enquanto

Reuters - Economia

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - Os esforços do Japão para sair da crise provocada pela pandemia deixará o novo líder do Partido Liberal Democrata do Japão (PLD)e virtualmente o próximo primeiro-ministro, Fumio Kishida, com pouca escolha a não ser manter o enorme apoio fiscal e monetário para uma economia frágil.

Mas Kishida pode gradualmente se livrar dos legados das políticas de estímulo "Abenomics" do ex-premiê Shinzo Abe se ele fortalecer seu controle sobre o poder vencendo as eleições gerais previstas para novembro, dizem alguns analistas.

Tendo vencido a corrida pela liderança do Partido Liberal Democrata do Japão (PLD) nesta quarta-feira com o apoio de várias agremiações, Kishida não deve criar agitação revisando as atuais políticas reflacionárias pró-negócios empreendidas por Abe e seu sucessor Yoshihide Suga tão cedo.

"Devemos compilar até o final do ano um pacote de estímulo de várias dezenas de trilhões de ienes", disse Kishida em um discurso após a votação do partido, sinalizando que o Japão ficará atrás de outras nações avançadas na redução das políticas de crise.

A vitória de quarta-feira assegura que Kishida será votado como o próximo primeiro-ministro em uma sessão parlamentar a ser convocada na próxima semana, dada a maioria do partido na Câmara Baixa. [L1N2QV0YV]

Os analistas também esperam pouca mudança na política ultraflexível do banco central do Japão, dados os comentários recentes de Kishida enfatizando a necessidade de sustentar o crescimento com um grande estímulo monetário.

No longo prazo, entretanto, Kishida pode promover algumas mudanças particularmente se garantir um forte mandato ao vencer a cotação na Câmara Baixa este ano e na Câmara Alta no próximo.

Sob a Abenomics - uma estratégia implementada por Abe em 2013 buscando impulsionar o crescimento e a inflação com uma combinação de políticas fiscais e monetárias expansionistas - os preços das ações e os lucros corporativos dispararam. Mas a riqueza das famílias encolheu porque as empresas relutaram em aumentar os salários.

(Por Leika Kihara; reportagem adicional de Tetsushi Kajimoto, Daniel Leussink e Kantaro Komiya)

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