Economia Gás natural fica 40% mais caro nas refinarias a partir deste sábado

Gás natural fica 40% mais caro nas refinarias a partir deste sábado

Reajuste do combustível usado em indústrias, casas e veículos vai trazer 'forte impacto' para competitividade do setor, alerta Abegás

Reajuste de 39% passa a valer nas distribuidoras

Reajuste de 39% passa a valer nas distribuidoras

REUTERS/Caetano Barreira

A Petrobras eleva, a partir deste sábado (1º), os preços de venda do gás natural para as distribuidoras em 39%. Fonte de energia mais limpa dos que os derivados do petróleo, o combustível é utilizado em indústrias, residências e veículos.

De acordo com ao Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado), o reajuste trará “forte impacto” para a competitividade do setor.

“Os aumentos no preço do gás natural não trazem benefícios para as distribuidoras. [...] Ao contrário, acabam tirando competitividade do gás natural em relação aos outros combustíveis como a gasolina, óleo combustível e o gás de botijão”, aponta a entidade.

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Ao justificar a decisão pela elevação de preços, a Petrobras afirma que o reajuste leva em conta a variação de preços entre janeiro e março, período em que o petróleo saltou 38%. "A variação decorre da aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio", explicou a estatal no momento do anúncio.

A alta superior a 30% do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) entre março de 2020 e março de 2021 também influenciou na decisão da petrolífera, o que teria elevado os custos para o transporte do insumo até o ponto de entrega às distribuidoras.

Apesar da alta, a Petrobras afirma que o reajuste pode poupar o bolso dos consumidores, porque o preço final de venda encontra margens das distribuidoras e valor dos tributos federais e estaduais. "O processo de aprovação das tarifas é realizado pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas", explica a estatal. 

A Abegás afirma que entrou em contato com o governo federal na tentativa de amenizar o repasse do custo aos consumidores, mas não houve convergência entre a Petrobras e os transportadores. As sugestões envolveriam as um parcelamento do reajuste e a criação de uma "conta corrente" para abater os valores.

*Com Reuters

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