Inflação

Economia Goldman Sachs prevê cinco altas de juros nos EUA em 2022

Goldman Sachs prevê cinco altas de juros nos EUA em 2022

Banco acredita que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, aumente a taxa para conter a inflação

Reuters
Edifício do Federal Reserve. o banco central norte-americano, em Washington, EUA

Edifício do Federal Reserve. o banco central norte-americano, em Washington, EUA

Joshua Roberts/File Photo/Reuters - 26/01/2022

O Goldman Sachs espera que o Federal Reserve dos Estados Unidos aumente as taxas de juros no país cinco vezes em 2022, contra quatro altas previstas anteriormente, com um aumento esperado já em março, de acordo com uma nota de seus economistas divulgada no final da tarde de sexta-feira (28).

Economistas correram para atualizar as suas previsões para o aumento de juros nos EUA depois que o Fed informou na quarta-feira (36) que provavelmente fará um aumento em março e reafirmou os planos de encerrar suas compras de títulos naquele mês, no que o presidente do Fed, Jerome Powell, prometeu ser uma batalha sustentada para domar a inflação.

Na conclusão da reunião de quarta-feira, Powell afirmou que uma decisão será tomada nos próximos meses sobre quando começar a reduzir a oferta de títulos do governo e títulos lastreados em hipotecas.

Os economistas do Goldman David Mericle e Jan Hatzius disseram, na nota, que esperam que o Fed aumente as taxas em março e maio e anuncie o início de sua redução de balanço em junho, depois siga com aumentos em julho e setembro. Posteriormente, eles esperam que o Fed retorne a um ritmo trimestral no quarto trimestre, com uma alta em dezembro para encerrar o ano em 1,25-1,5%.

Ritmo agressivo

Os economistas disseram que revisaram sua expectativa de trajetória de inflação após os dados desta semana. Além disso, "os comentários do presidente Powell no início desta semana deixaram claro que a liderança do Fed está aberta a um ritmo mais agressivo de aperto".

O Goldman disse que continua esperando três altas em 2023 e que o Fed atinja a mesma taxa terminal de 2,5-2,75% em 2024. No início de janeiro, o Goldman disse que esperava quatro altas este ano e que o processo de redução começasse já em julho.

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