Economia Governo diz que defenderá Brasil após EUA elevarem tarifa

Governo diz que defenderá Brasil após EUA elevarem tarifa

Presidente Donald Trump anunciou pelo Twitter que restabelecerá tarifas sobre o aço e o alumínio do Brasil, alegando manipulação cambial

Governo diz que defenderá interesse do Brasil após EUA elevarem tarifa

Bolsonaro cumprimenta Trump em reunião do G20 no Japão, em junho

Bolsonaro cumprimenta Trump em reunião do G20 no Japão, em junho

Kevin Lamarque / Reuters - 30.6.2019

(Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro vai trabalhar para defender os interesses comerciais do Brasil, assim como assegurar a fluidez do comércio com os Estados Unidos, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que restabelecerá tarifas sobre o aço e o alumínio do Brasil, alegando manipulação cambial.

Em nota, os Ministérios da Economia, Relações Exteriores e Agricultura disseram que o governo brasileiro já está em contato com autoridades norte-americanas sobre o assunto.

Trump anunciou nesta segunda-feira, pelo Twitter, que irá retomar imediatamente tarifas norte-americanas sobre importações de aço e alumínio do Brasil e da Argentina.

"O governo brasileiro tomou conhecimento de declaração do presidente Donald Trump sobre possível imposição de sobretaxa ao aço brasileiro e já está em contato com interlocutores em Washington sobre o tema", afirma a nota.

"O governo trabalhará para defender o interesse comercial brasileiro e assegurar a fluidez do comércio com os EUA, com vistas a ampliar o intercâmbio comercial e aprofundar o relacionamento bilateral, em benefício de ambos os países."

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Pouco antes da divulgação da nota, uma autoridade do governo brasileiro em Washington, familiarizada com a reação ao anúncio de Trump em Brasília, disse que o governo brasileiro está em contato com o gabinete do representante comercial dos EUA e com outras agências do país para discutir o assunto.

Essa autoridade, que falou sob condição de anonimato pois não estava autorizada a discutir o assunto publicamente, rejeitou ainda a alegação de Trump de que o governo brasileiro manipulou o câmbio para depreciar o real e lembrou que o Banco Central atuou no mercado para fortalecer - não enfraquecer - a moeda.