Economia Governo melhora projeção e prevê rombo de R$ 139 bi em 2021

Governo melhora projeção e prevê rombo de R$ 139 bi em 2021

O relatório anterior previa déficit primário de R$ 155,4 bilhões, o equivalente a 1,8% do PIB. Agora o rombo será de 1,6% do PIB 

Reuters
Governo aumentou a projeção de receitas líquidas em R$ 31,5 bilhões

Governo aumentou a projeção de receitas líquidas em R$ 31,5 bilhões

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O Ministério da Economia melhorou nesta quarta-feira (21) sua projeção de déficit primário para o governo central em 2021 a R$ 139,4 bilhões, diante da perspectiva de maior arrecadação, conforme relatório bimestral de receitas e despesas.

O relatório anterior, de julho, previa déficit primário de R$ 155,4 bilhões para este ano, correspondente a 1,8% do PIB (Produto Interno Bruto). Agora, o rombo é estimado em 1,6% do PIB.

De um lado, o governo aumentou a projeção de receitas líquidas em R$ 31,5 bilhões, a R$ 1,508 trilhão.

Contribuiu nesse sentido o crescimento de R$ 19,5 bilhões visto para receitas não administradas pela Receita Federal, sensibilizadas sobretudo pelo aumento esperado no recebimento de dividendos (+7,9 bilhões de reais) e com a exploração de recursos naturais (+7,7 bilhões de reais), linha que é afetada principalmente por royalties de petróleo.

O governo também elevou a perspectiva para a arrecadação em 2021 com impostos (+9,6 bilhões de reais) e para o Regime Geral de Previdência Social (+10,2 bilhões de reais).

O cálculo para as despesas no ano também foi elevado no relatório, com alta de 15,5 bilhões de reais, a 1,647 trilhão de reais. Neste caso, o principal impacto veio do ajuste para cima de 9,1 bilhões de reais nas despesas com créditos extraordinários, a 134 bilhões de reais.

Segundo o relatório, a despesa primária como proporção do PIB fechará o ano em 19%, abaixo do patamar realizado em 2018 (19,3%).

"A tendência é de queda para 2022, quando, de acordo com o projeto de Lei Orçamentária Anual, poderá atingir 17,5% do PIB, percentual inferior ao observado em 2014 (18,1%). Essa tendência mostra a efetividade da principal âncora fiscal do país, o teto de gastos", defendeu o Ministério da Economia.

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