Novo Coronavírus

Economia Governo revisa PIB novamente e agora prevê queda de 4,7% no ano

Governo revisa PIB novamente e agora prevê queda de 4,7% no ano

Trata-se de mais uma redução de expectativa de desempenho da economia em 2020 em razão da crise econômica trazida pela pandemia

  • Economia | Márcio Pinho, do R7

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes

Adriano Machado/Reuters – 03.04.2020

O governo federal revisou a estimativa oficial para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2020 e passou a prever uma queda de 4,7%. A estimativa foi divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério da Economia, por meio do relatório de receitas e despesas do orçamento de 2020.

Trata-se de mais uma queda na previsão do PIB, que em 2019 fechou em 1,1%. A expectativa inicial era encerrar 2020 com 2,4% de crescimento, mas foi frustrada pela pandemia de covid-19. Logo no início de março, uma primeira revisão levou a estimativa para 2,1%. Em seguida, com o avanço dos casos no Brasil, a revisão foi para 0,02% no dia 20 daquele mês. Agora, o governo prevê queda no PIB.

A estimativa se alinha à de organismos internacionais que vêm divulgando previsão de queda na economia brasileira. O Banco Mundial e o FMI (Fundo Monetário Internacional) estimaram redução de 5% e 5,3%, respectivamente.

Mais de 2,3 milhões pediram seguro-desemprego no Brasil em 2020

Segundo o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, os números apresentados nesta quarta consideram o impacto da pandemia na economia e os gastos que o governo precisará fazer para tentar manter empregos, a cadeia produtiva funcionando e atender ainda o aumento de despesas em saúde. Os números poderão sofrer novas revisões dependendo de um agravamento da doença, explicou. 

Rodrigues fez a exposição dos dados do Boletim Macrofiscal de maio juntamente com a equipe da Secretaria de Polícia Econômica do governo. O ministro Paulo Guedes não participou da live.

A expectativa do governo brasileiro é que o resultado de 2021 seja melhor, com alta de 3,2%.

Últimas