Economia Governo tira desculpa de Macron dos requisitos para aceitar ajuda

Governo tira desculpa de Macron dos requisitos para aceitar ajuda

Porta-voz da Presidência afirmou que o Brasil está aberto a receber recursos do G7 desde que o país tenha autonomia plena na gestão do dinheiro

Amazônia

Planalto chegou a dizer que recusaria a ajuda do G7

Planalto chegou a dizer que recusaria a ajuda do G7

Frederico Mellado/ARG - 2.1.2019

O governo brasileiro está aberto a receber ajuda de países e organismos internacionais no combate a queimadas e ao desmatamento da Amazônia desde que o país tenha autonomia plena na gestão desses recursos, afirmou na noite desta terça-feira (27) o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros.

"O governo brasileiro, por meio do presidente, está aberto a receber suporte financeiro de organizações e países. Esse dinheiro, ao adentrar no país, terá governança total do povo brasileiro", disse ele no Palácio do Planalto.

O Brasil está sendo alvo de forte pressão internacional após o aumento —registrado por dados oficiais do próprio governo — no número de queimadas neste mês de agosto.

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Mesmo perguntado diversas vezes, o porta-voz não foi explícito ao ser perguntado sobre a fala mais cedo do presidente Jair Bolsonaro de que aceitaria os recursos do G7 se o presidente francês, Emmanuel Macron, pedisse desculpas por tê-lo chamado de mentiroso. Em uma das vezes, Barros disse apenas que "comentários exteriores a esse processo não vem a somar, vem apenas dividir".

"O governo não rasga dinheiro, não. Não rasga e não rasgará. Rasgar dinheiro não é uma coisa adequada num governo que tem a austeridade como princípio maior. E essa austeridade vem sendo apresentada à sociedade, por meio das decisões do presidente da República", disse.

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O porta-voz reconheceu que o governo brasileiro está preocupado de que haja uma "desidratação" da imagem do país no exterior.

Segundo ele, por conta disso, Bolsonaro determinou a órgãos do governo que avancem na explicação à sociedade nacional e internacional que certos posicionamentos em relação a ações do país "não são corretos" e destacou que se está trabalhando para combater "essa narrativa" e "debelar essa crise".