Economia Greve dos bancos ganha força e fecha mais de 9.000 agências

Greve dos bancos ganha força e fecha mais de 9.000 agências

Categoria exige reajuste salarial de 11,93%; paralisação começou na última quinta (19)

Greve dos bancos ganha força e fecha mais de 9.000 agências

O terceiro dia da greve dos bancários conseguiu fechar pelo menos 9.015 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 Estados e no Distrito Federal nesta segunda-feira (23), informa balanço divulgado pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).  

A paralisação, que acontece por tempo indeterminado, atinge mais de 40% das 21.500 agências de atendimento em todo o País. No primeiro dia de greve, na quinta-feira (19), haviam sido fechadas 6.145 unidades. Já no segundo dia as paralisações alcançaram 7.282 dependências, um salto de 18,5%.

O presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, afirmou que os bancários estão cada vez mais indignados com o silêncio da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

— Por isso, o movimento se amplia rapidamente a cada dia em todo o País. Os banqueiros não atenderam às reivindicações da categoria na mesa de negociação e agora estão sentindo a força da mobilização.

Exigências

Os bancários de instituições públicas e privadas entraram em greve após reivindicar um aumento salarial de 11,93% — o que corresponde a 5% de aumento real, descontada a inflação — e receber dos bancos proposta de reajuste de 6,1%. A decisão da greve ocorreu em assembleia realizada no último dia 12.

Para atender ao público durante o período de greve, os caixas de autoatendimento vão continuar funcionando. Os clientes também poderão usar o internet banking e o aplicativo do banco no celular (mobile banking).

Os correspondentes bancários como casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados estarão abertos para as transações financeiras.

O cartão de crédito é outra alternativa para pagar contas básicas como água, luz ou telefone. Porém, o serviço pode gerar taxa de até R$ 16 por boleto.