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Economia Greve dos caminhoneiros pesa no bolso dos mais pobres em junho

Greve dos caminhoneiros pesa no bolso dos mais pobres em junho

Estudo do Ipea aponta que inflação das famílias de baixa renda saltaram 1,5% no mês passado, contra alta de 1% para os mais ricos

Inflação

Mais pobres sentiram alta no preço dos alimentos e luz

Mais pobres sentiram alta no preço dos alimentos e luz

Getty Images

A greve dos caminhoneiros, que parou o Brasil entre o fim de maio e o começo de junho, pesou mais no bolso das famílias mais pobres, segundo informações reveladas pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

A informação, divulgada nesta terça-feira (10) pelo Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, aponta que os preços praticados às camadas mais pobres da população tiveram alta de 1,5% no mês passado. No mesmo período, as famílias mais ricas observaram uma inflação de 1,03%.

De acordo com o levantamento, a inflação para as famílias de menor poder aquisitivo em junho correspondeu a mais que o triplo da registrada em maio.

Consumidor sente no bolso impacto da greve dos caminhoneiros

No mês passado, a parcela mais pobre da população foi atingida, principalmente, pela alta no preço dos alimentos e das tarifas de energia elétrica. Por outro lado, os mais ricos sofreram com o aumento no preço dos combustíveis.

A análise leva em conta que 23% das famílias com renda mais baixa têm seu orçamento comprometido com alimentos no domicílio, contra 10% das mais ricas. No caso da energia elétrica, o peso é também maior nas contas da população de menor poder aquisitivo (6%). Entre as mais ricas, a despesa com as contas de luz diminui para 2%.

Efeito da greve dos caminhoneiros nos preços deve se dissipar este mês

O efeito oposto da energia elétrica e alimentação ocorre com os combustíveis, que comprometem 8% do orçamento dos mais ricos, mas só 2% dos mais pobres.

"Em uma perspectiva de longo prazo, observa-se que nos últimos 11 anos (de julho de 2006 a outubro de 2017) a inflação dos mais pobres apresenta uma variação de 102%, bastante superior à observada na faixa de renda mais alta, de 86%", analisa o estudo.

Cebola e tomate são os grandes vilões da inflação brasileira em 2018: