Economia Guedes acusa oposição de praticar 'negacionismo' econômico

Guedes acusa oposição de praticar 'negacionismo' econômico

Ministro da Economia disse que críticas às ações do governo partem de grupos que passaram pelo poder no passado

  • Economia | Do R7

"Temos economistas negacionistas também", diz Guedes

"Temos economistas negacionistas também", diz Guedes

Ueslei Marcelino/Reuters - 22.06.2021

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (7) que a oposição faz uso do que classificou com “negacionismo” ao criticar as ações desenvolvidas pelo governo na área econômica.

"O mesmo negacionismo que a oposição acusa do governo de fazer na área da saúde é o que ela faz na economia", afirmou o ministro ao citar pautas que foram destravadas pela gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Entre as medidas que provocaram uma reação adversa, Guedes cita a independência do Banco Centra, a cessão onerosa e o acordo entre o Mercosul e União Europeia. “Nós aprovamos e dizem que o governo não faz nada”, lamentou.

Guedes ressaltou ainda que a maior parte das críticas partem de pessoas que estiveram no poder em governos anteriores. "Temos economistas negacionistas também. Não conseguiram fazer o Banco Central independente e dizem que não fizemos. Não conseguiram fazer a lei de saneamento e dizem que não fizemos", completou.

"Por que não abriram o país? Por que não reduziram os impostos? Por que não liberaram o gás, saneamento, cabotagem e ferrovias para os ingressos de investimentos aumentarem?", questionou para reafirmar sua posição.

Ele ainda recordou que o Plano Real, o "mais monetarista da história", foi desenvolvido pelo mesmo grupo que antes "negava o poder da política monetária" como forma de conter a inflação. "Foram bem-sucedidos, todos viraram banqueiros depois. Essa é a virtude da democracia: mesmo o cara que está errado aprende e acaba fazendo o certo."

Guedes ressalta conhecer as críticas e disse que elas partem dos mesmos que previam uma queda de quase 10% da economia para 2020. "Eu estou habituado a esse tipo de debate e sei, inclusive, da capacidade de cada um, até aonde ele está fazendo política e até aonde estão á usando realmente o conhecimento econômico", pontuou.

O ministro ainda suplicou para que permitam que Bolsonaro termine o primeiro mandato. “Eu quero acreditar que a democracia brasileira nos permita ter um governo de quatro anos. Depois de 30 anos de centro-esquerda, será que não podemos ter quatro anos de centro-direita?”, questionou ele ao cobrar "respeito" pelo presidente.

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