Economia Guedes defende aprovação no Congresso de independência do BC

Guedes defende aprovação no Congresso de independência do BC

Ministro da Economia afirmou que compra de títulos públicos ou privados no mercado secundário é ensaio de nova situação institucional

Agência Estado - Política
Paulo Guedes defendeu a provação de proposta para independência do Banco Central

Paulo Guedes defendeu a provação de proposta para independência do Banco Central

Adriano Machado/Reuters – 03.04.2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que a proposta de independência do Banco Central (BC) seja aprovada agora. "O Banco Central está fazendo um experimento até o fim do ano e aumentando o raio de atuação com a compra de títulos. É um momento de transição, em que o Banco Central está saindo do cercadinho, do andador", comentou o ministro em videoconferência organizada pelo Itaú BBA no período da tarde deste sábado (9).

Guedes afirmou que a compra de títulos públicos ou privados no mercado secundário é um ensaio de uma nova situação institucional do Banco Central.

"O que queremos agora é dar um passo além e implementar a independência do Banco Central com a aprovação do projeto no Congresso", disse o ministro, acrescentando que o que ele quer é que a autoridade monetária brasileira tenha a mesma capacidade de atuar que tem o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) nos Estados Unidos.

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Guedes explicou por que a proposta de independência do BC foi preterida no primeiro ano da gestão Bolsonaro. Ele disse que, no ano passado, teve de escolher qual projeto ganharia mais atenção do governo. "Não queria queimar 'ficha política' porque tinha a reforma da Previdência. Então pensei: empurro o projeto do Banco Central para o fim da fila. Até porque o BC já trabalhava com liberdade. Só falta a lei. Essa é uma diferença, inclusive, da área fiscal, que tinha a lei a Lei de Responsabilidade Fiscal há duas décadas, mas não tinha a prática", afirmou o ministro.

Ele lembrou também de outros projetos que estão no Congresso e citou a privatização dos Correios, PPSA e Eletrobras.

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