Saneamento básico

Economia Guedes minimiza chance de 2ª onda de covid e ataca críticos do governo

Guedes minimiza chance de 2ª onda de covid e ataca críticos do governo

Ministro da Economia participou de forma virtual de seminário da Firjan, no qual declarou que Brasil é exemplo em ações tomadas durante a pandemia

  • Economia | Do R7

Guedes diz que Brasil supreende o mundo

Guedes diz que Brasil supreende o mundo

Youtube / Reprodução

O ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou as chances de segunda onda de covid-19 no país. Em seu discurso no seminário sobre saneamento básico, na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), ele também chamou de "narrativas" falsas as críticas contrárias às ações do governo durante a pandemia.

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Guedes afirmou que apesar de não haver certeza empírica de uma segunda onda, ele disse que o governo saberia o que fazer caso ela ocorresse.

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"A doença recuou? Sim. Houve aumento em uma duas semanas? Sim. Quer dizer que a segunda onda chegou? Não, quer dizer que as pessoas começaram a sair de casa", afirmou o ministro, que chamou de "repique" da covid a elevação do número de casos.

Ele afirmou que pessoas que não são especialistas em saúde têm decretado que já é hora de "trancar todo mundo" novamente. "Eu não vou opinar nessa área de saúde. A doença cedeu substancialmente e a economia se recuperou extraordinariamente bem. Brasil e China foram as economias que voltaram com mais velocidade."

Segundo Guedes, o Brasil perdeu até o momento 500 mil postos de trabalho. "E vamos continuar recuperando empregos até o fim do ano", garantiu.

"As falsas narrativas se dissolvem diante dos fatos. Todas as regiões do país estão criando emprego, a economia voltou em V como nós esperávamos."

Ele citou que o país criou 500 mil empregos em julho, 250 mil em agosto e 313 mil em setembro. "Não acredito que vá continuar nesse ritmo acelerado, a tendência é que reduza um pouco [o ritmo]".

O ministro enumerou em sua fala os, de acordo com ele, inúmeros sucessos da equipe econômica ao atacar três pilares de gastos do governo federal: Previdência, juros da dívida e salários com o funcionalismo.

O titular da Economia observou que esse é o primeiro governo da história que não dá aumento aos funcionários públicos em três anos: 2019, 2020 e 2021. Segundo ele, seria um contrassenso aumentar os vencimentos da categoria no ano que vem enquanto inúmeros brasileiros morrem por causa da covid-19 ou perdem seus empregos. 

Guedes comentou ainda que no meio da crise gerada pela pandemia, o país conseguiu mostrar ao mundo sua capacidade de corrigir os problemas. "Dizem que o governo não fez nada, não tem inicativa, não tem plano. [Isso} É narrativa de militante, não é de gente que está realmente acompanhando o que está acontecendo no Brasil. É narrativa de quem está fazendo campanha poltica, aliás desde o início do governo", opinou.

Nesse momento ele admitiu que há muito a ser feito ainda e que houve falhas. "Programa de crédito não funcionou bem no início, só funcionou depois, o nosso programa de privatização não funcionou direito, houve  obstáculos políticos e também equívocos nossos, dentro do próprio governo. Temos que admitir o que foi errado, se não não conseguimos consertar."

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