Herdeiro do Giraffas perde cargo após polêmica sobre coronavírus

Alexandre Guerra gravou um vídeo dizendo que funcionários deveriam ter mais medo de perder o emprego do que de contrair a doença Covid-19

Carlos Guerra grava vídeo e demite filho, Alexandre Guerra, da empresa

Carlos Guerra grava vídeo e demite filho, Alexandre Guerra, da empresa

Reprodução

Presidente e fundador da rede Giraffas, Carlos Guerra publicou um vídeo nesta quarta-feira (25) anunciando que seu filho, Alexandre Guerra, deixa de ser acionista após este gravar um vídeo dizendo que funcionários deveriam ter mais medo de perder o emprego do que de contrair o coronavírus.

“Alexandre Guerra é meu filho e fez gravações de vídeo que nós não concordamos e pedimos que não fosse conectada ou vinculada ao Giraffas. Infelizmente, por motivos óbvios, isso aconteceu”, diz o presidente.

Alexandre divulgou um vídeo criticando a postura adotada por funcionários de ficarem em quarentena, medida adotada por todos os Estados e Distrito Federal. “Você que é funcionário, que talvez esteja em casa numa boa, numa tranquilidade, curtindo um pouco esse home office, esse descanso forçado, você já se deu conta que, ao invés de estar com medo de pegar esse vírus, você deveria também estar com medo de perder o emprego?”, questionou.

A fala do herdeiro da rede causou polêmica nas redes sociais. Por causa na negativa repercussão, Guerra gravou um vídeo sobre o episódio. “Concordamos, no entanto, para evitar este tipo de vínculo, que Alexandre deixe de ser acionista e deixe o cargo de membro do Conselho de Administração”, diz. “A nossa relação de pai e filho continuará próxima, amigável, porque em casa a gente sabe viver com o contraditório”, acrescentou Guerra.

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Em seguida, o presidente do grupo informou o posicionamento do Giraffas em relação aos funcionários e a quarentena. “Pedi para ficarem em casa, tomarem o máximo de cuidado possível, colocando-os de férias coletivas remuneradas e dizendo que fiquem despreocupados porque terão seus empregos na hora de voltar ao trabalho”, garantiu.

“Em relação a crise em si, nós estamos concordando e obedecendo as autoridades médicas responsáveis de ficarmos em casa e obedecermos esse isolamento até que o nosso sistema de saúde seja capaz de determinar uma política diferente”, finalizou o presidente.