Economia Ibovespa fecha quase estável e dólar cai a R$ 5,55 antes do Copom

Ibovespa fecha quase estável e dólar cai a R$ 5,55 antes do Copom

Com expectativa sobre juros, índice de referência acionário encerrou com variação negativa de 0,05%, a 106.363,10 pontos

Reuters
Movimentação do principal índice de ações da B3, o Ibovespa

Movimentação do principal índice de ações da B3, o Ibovespa

Amanda Perobelli/Reuters - 19/10/2021

O dólar fechou em queda na comparação com o real nesta quarta-feira (27), depois de oscilar entre altas e baixas. O Ibovespa fechou praticamente estável, perdendo fôlego no fim do pregão, com a cautela prevalecendo antes da decisão de política monetária do Banco Central e o risco de um aumento mais forte na Selic.

O dólar negociado no mercado interbancário caiu 0,31%, a R$ 5,5553, depois de oscilar entre R$ 5,5374 (-0,63%) na mínima e R$ 5,593 (+0,36%) na máxima da sessão.

Na B3, onde os negócios vão além das 17h, o dólar futuro tinha queda de 0,31%, a R$ 5,5530.

Índice de referência no mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,05%, a 106.363,10 pontos, após os ajustes finais do pregão. Na máxima do dia, chegou a superar os 108 mil pontos (+1,7%). O volume financeiro somou R$ 27,7 bilhões.

Um alívio nos juros futuros abriu espaço para a tentativa de recuperação na Bolsa paulista nesta sessão, após o Ibovespa cair mais de 2% na véspera, quando o IPCA-15 endossou apostas de um aumento mais potente na Selic nesta quarta-feira.

Mas, sem mudança efetiva no prognóstico, o Ibovespa arrefeceu, uma vez que a Bolsa tende a responder negativamente à perspectiva de juros mais altos no horizonte, entre outras razões, pelo efeito no custo de capital das empresas e potencial migração de recursos da renda variável para a renda fixa.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anuncia sua decisão sobre os juros básicos ainda nesta quarta-feira. A expectativa de várias instituições financeiras importantes é que a autarquia elevará a taxa Selic, pressionada pelas crescentes expectativas de inflação e deterioração da credibilidade fiscal do Brasil.

"Se antes a gente trabalhava com mais uma alta de 1 ponto percentual, isso não vai ser suficiente, e vai ser uma sinalização péssima para o mercado e para os investidores", disse o diretor de investimentos da Kilima Asset, Eduardo Levy.

Segundo ele, após o presidente Jair Bolsonaro ter decidido romper o teto de gastos, o ministro da Economia acabou jogando para o BC a responsabilidade de conter os mercados e, obviamente, segurar a inflação de uma maneira muito mais incisiva.

"Hoje, nada menos que 1,5 ponto vai ajudar", avaliou, acrescentando que o mercado também já precifica outras altas significativas que provavelmente farão o BC romper a barreira psicológica de dois dígitos para a Selic.

Desde a semana passada, vários bancos vêm revisando suas projeções para essa decisão do Copom – muitos economistas já estimam alta de 1,5 ponto percentual e enxergam uma taxa de dois dígitos no fim do ciclo de alta.

O pregão nesta quarta-feira ainda contou com a repercussão de balanços corporativos de nomes como Santander Brasil, Gerdau, Banco Inter e Weg, com as respectivas ações mostrando desempenho sem direção comum.

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