Economia Imóveis usados são vendidos com valor até 30% menor que o anunciado

Imóveis usados são vendidos com valor até 30% menor que o anunciado

Os compradores estão mais cautelosos e os proprietários estão vendo uma nova realidade

Imóveis usados são vendidos com valor até 30% menor que o anunciado

No Leblon, onde ficam os endereços mais caros do Rio de Janeiro (foto), o valor das ofertas já apresenta queda de 0,7% no ano

No Leblon, onde ficam os endereços mais caros do Rio de Janeiro (foto), o valor das ofertas já apresenta queda de 0,7% no ano

Thinkstock

Após aumentos expressivos nos últimos anos, o valor dos imóveis usados está se estabilizando no Rio de Janeiro e em São Paulo. Enquanto o volume de vendas de imóveis novos caiu 72,3% durante o mês de junho na capital paulista, segundo o Secovi (Sindicato da Habitação de São Paulo), os donos de imóveis usados estão vendendo seus bens com valor 20% menor no Rio e até 30% menor em São Paulo.

No levantamento de agosto, o Índice FipeZap teve uma alta de 4,8%. Esse é o nono mês consecutivo de recuo no indicador, o que reforça a tendência de desaceleração no aumento dos preços dos imóveis.

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Para ajudar a aquecer a economia, o Ministério da Fazenda anunciou medidas que vão facilitar a compra e venda de imóveis, além da recuperação de bens em casos de inadimplência. Confira no vídeo abaixo.

De acordo com o gerente geral de vendas da imobiliária Apsa, Rogério Quintanilha, o motivo seria a constatação de que o Rio de Janeiro não se beneficiou tanto quanto se esperava pela realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas e pela indústria de extração de óleo e gás.

— Os preços atingiram valores altos na cidade porque o Rio era visto como a bola da vez no Brasil. Falava-se de muitas empresas que viriam para a cidade, novos empregos que seriam gerados, tudo isso somado à expectativa de grandes avanços na infraestrutura, nos transportes públicos e na segurança. Muitas coisas melhoraram, mas não como se esperava.

Quintanilha lembra ainda que o “crescimento dos juros e da inflação também inibiu a intenção de compra da população”. Ele afirma que, diante desse cenário, é possível que os preços de imóveis usados cheguem até a baixar um pouco.

— A demanda continua grande, mas muitas vendas não estão sendo mais realizadas com a mesma velocidade.

Descontos

Os compradores estão mais cautelosos e os proprietários estão se vendo em uma nova realidade: está havendo mais negociação. Quintanilha diz que “vende mais rápido quem aceita conceder algum desconto".

Em bairros como Tijuca e Méier, onde a procura por imóveis ainda é maior, os preços mantêm a valorização média verificada em torno de 5%. Mas no Leblon, onde ficam os endereços mais caros da cidade, o valor das ofertas já apresenta queda de 0,7% no ano. No bairro vizinho, Ipanema, o aumento também foi tímido e ficou em 1,3%. 

Imóveis maiores, de três ou mais quartos, estão tendo uma desaceleração nos seus valores mais acentuada do que os demais. Os imóveis de sala e quarto e até os de dois quartos estão sofrendo menos com a queda da economia brasileira e do poder de compra da população.

São Paulo

Além de feirões que foram realizados no mês passado por construtoras para reduzir o estoque de apartamentos novos, algumas imobiliárias também estão procurando alternativas para vender ou alugar os usados em São Paulo. A Lello, por exemplo, está oferecendo descontos de até 30% em mil unidades residenciais até o fim deste mês.

A média de abatimentos, assim como no Rio de Janeiro, é de 20% em relação ao valor inicialmente pedido. A expectativa da imobiliária é captar mais 500 imóveis para a campanha, totalizando 1,5 mil ofertas à disposição dos interessados, que terão até 30 de setembro para fechar negócio com os abatimentos oferecidos.

A diretora comercial da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, diz que “essa é uma iniciativa importante porque aproxima quem quer vender ou locar de quem está procurando um imóvel para comprar ou alugar, agilizando o fechamento do negócio, com vantagens para ambas as partes”.

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