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Economia Indicadores sinalizam piora do mercado de trabalho no Brasil

Indicadores sinalizam piora do mercado de trabalho no Brasil

Indicador Antecedente de Emprego caiu ao menor nível desde agosto de 2020, aponta FGV

  • Economia | Do R7

Resultados sugerem manutenção do desemprego

Resultados sugerem manutenção do desemprego

Marcos Santos/USP Imagens

O IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego) caiu 5,8 pontos em março e atingiu os 77,1 pontos. Trata-se do menor nível desde agosto de 2020 (74,8 pontos), de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (8), pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O economista Rodolpho Tobler, do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), avalia que a tendência de piora dos indicadores de mercado de trabalho em 2021 são justificadas pelo agravamento do quadro da pandemia e as consequentes medidas restritivas. "O retorno para um caminho de recuperação ainda depende da velocidade do programa de vacinação e da melhorada atividade econômica”, afirma ele.

Em março, o ICD (Indicador Coincidente de Desemprego), que funciona como uma variação da taxa de desemprego, caiu aos 99,1 pontos. "O resultado sugere que a taxa de desemprego deve se manter em níveis historicamente altos no primeiro semestre de 2021 e ainda sem perspectiva de melhora no curto prazo", explica Tobler.

A piora do ICD em março foi influenciada pelas duas classes de maior renda familiar, com renda entre a partir de R$ 4.800. O levantamento da FGV aponta ainda para a queda de todos os sete componentes do IAEmp, com destaque negativo para os indicadores de Emprego Local dos Consumidores e de Situação Atual do setor de Serviços, que recuaram 15,2 e 12,4 pontos no mês, respectivamente.

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