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Economia Indústria fecha 2020 com maior queda em quatro anos, diz IBGE

Indústria fecha 2020 com maior queda em quatro anos, diz IBGE

Produção industrial avançou em dezembro, mas queda de 4,5% no ano passado ainda é o pior resultado para um ano desde 2016

  • Economia | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Indústria fecha 2020 com queda de 4,5%, a maior em quatro anos, diz IBGE
  • Produção industrial avançou 0,9% em dezembro, oitava alta seguida
  • Indústria automotiva é destaque, com crescimento de 6,5% em dezembro
  • Por outro lado, setor teve a maior queda de 2020 em comparação com 2019, de 28,1%
Industria cresce pelo oitavo mês seguido, mas encerra 2020 com queda de 4,5%

Industria cresce pelo oitavo mês seguido, mas encerra 2020 com queda de 4,5%

Pixabay

A produção industrial cresceu 0,9% em dezembro, o oitavo mês consecutivo de alta, mas terminou o ano de 2020 com a maior queda em quatro anos (4,5%). Em 2016, recuo foi de 6,4%. Os dados constam da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta terça-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

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Ao longo do ano passado, a indústria acumula alta de 41,8%, eliminando a perda de 27,1%, verificada entre março e abril, auge dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na produção nacional. Resultado, no entanto, não foi o suficiente para impedir o tombo de 2020.

Apesar disso, segundo a pesquisa, no último trimestre do ano passado, o setor avançou 3,4%. Considerando o patamar pré-pandemia, de fevereiro, a produção industrial em dezembro ficou 3,4% acima. E em comparação com dezembro de 2019, houve alta de 8,2%.

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De acordo com o IBGE, o crescimento de dezembro em relação a novembro abrange três das quatro grandes categorias econômicas e de 17 de 26 ramos pesquisados.

Para André Macedo, gerente da PIM, o resultado mostra uma regularidade de crescimento da produção da indústria nos últimos meses. "Esse perfil generalizado de expansão está presente neste período", explica.

Indústria automotiva é destaque

Dentre todas as atividades, a maior influência positiva segue sendo a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que em dezembro avançou 6,5%. O segmento acumula crescimento de 1.308,1% na produção nos últimos oito meses e eliminou a perda de 92,3% registrada durante a pandemia, de março a abril do ano passado. 

Entretanto, no acumulado de 2020 contra 2019, o setor também foi a maior influência negativa, com queda de 28,1%.

Para Macedo, outro setor a ser destacado é a metalurgia, que na passagem de novembro para dezembro teve 19% de alta, o sexto mês consecutivo de crescimento, como acumulado de 58,6% desde julho. “É um segmento que tem atuado acompanhando o crescimento na produção da indústria automobilística”, diz o gerente da pesquisa.

No entanto, assim como a indústria automotiva, a metalurgia acumulou queda de 7,2% em 2020 em relação a 2019.

Outras contribuições positivas importantes vieram de Máquinas e equipamentos (6,0%), de produtos têxteis (15,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,5%), de produtos de borracha e de material plástico (4,8%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,7%) e de produtos de metal (2,9%).

Influências negativas

Por outro lado, de todas as atividades pesquisadas, nove apontaram recuo na produção em dezembro. Dentre elas, as principais influências negativas se deram em produtos alimentícios (-4,4%), bebidas (-8,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%).

Na comparação de 2020 com 2019, todas as grandes categorias tiveram queda, com destaque para bens de consumo duráveis (-19,8%) e bens de capital (-9,8%). “Ambas têm a dinâmica de produção muito associada à indústria de automotores. No caso da primeira, com influência dos automóveis, como os carros, e no caso da segunda, os equipamentos de transporte, como caminhões”, finaliza André Macedo.

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