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Economia Inflação de 2020 foi maior para população idosa, diz FGV

Inflação de 2020 foi maior para população idosa, diz FGV

Indicador que mede preços para pessoas acima de 60 anos fechou ano passado com alta de 5,69%, acima dos 4,52% da inflação oficial

Agência Estado
Inflação de 2020 pesou mais no bolso de população idosa

Inflação de 2020 pesou mais no bolso de população idosa

Tânia Rêgo/Agência Brasil

A inflação sentida pela população idosa passou de um avanço de 1,93% no terceiro trimestre para uma elevação de 2,81% no quarto trimestre de 2020, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas). O IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, acumulou uma elevação de 5,69% no ano de 2020.

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Com o resultado, a variação de preços percebida pela terceira idade ficou acima da taxa de 5,17% acumulada em 2020 pelo Índice de Preços ao Consumidor — Brasil (IPC-BR), que apura a inflação média percebida pelas famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos. No quarto trimestre, o IPC-BR teve elevação menos acentuada que a do IPC-3i, 2,69%.

Os dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reforçam que a inflação de 2020 foi mais pesada para o bolso da população mais velha do País. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou o ano passado com alta de 4,52%. 

Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, quatro das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação, que passou de uma alta de 2,74% no terceiro trimestre para 5,91% no quarto trimestre. O item hortaliças e legumes saiu de uma queda de 17 05% para uma elevação de 15,79% no período.

Os demais acréscimos ocorreram nos grupos: Habitação (de 1,72% para 3,40%), Vestuário (de -0,73% para 0,54%) e Educação, Leitura e Recreação (de 4,65% para 5,40%). Houve influência dos itens: tarifa de eletricidade residencial (de 3,91% para 11,68%) roupas (de -1,00% para 0,54%) e cursos formais (de -2,04% para 1,76%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Transportes (de 2,89% para 2,23%), Comunicação (de 0,92% para 0 42%), Despesas Diversas (de 0,86% para 0,45%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,44% para 0,39%). Os destaques partiram dos itens: gasolina (de 8,64% para 3,40%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (de 1,68% para 0,32%), serviços bancários (de 1,04% para 0,30%) e medicamentos em geral (de 1,37% para 0,46%).

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