Economia Inflação oficial é a menor para outubro desde 1998

Inflação oficial é a menor para outubro desde 1998

Queda no preço da energia foi o principal item que influenciou o baixo patamar para outubro, segundo pesquisa do IBGE

Inflação

Preço da energia puxou resultado de outubro

Preço da energia puxou resultado de outubro

Marcello Casal jr/Agência Brasil

A inflação oficial é a menor para outubro desde 1998, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quinta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

A inflação registrou taxa de 0,1% em outubro deste ano, frente a 0,45% no mesmo período do ano anterior. 

A queda no preço da energia foi o principal item que influenciou o baixo patamar para outubro. Segundo a pesquisa, com exceção de Salvador, que teve alta de 0,86%, e Vitória, de 2,24%, todas as áreas pesquisadas registraram recuo nos preços da energia, que chegou a -5,99% em Goiânia.

O gerente do IPCA, Pedro Kislanov, diz que a mudança na bandeira da energia elétrica influenciou o resultado de outubro. 

“Em setembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1 e, em outubro, passou a vigorar a amarela, cujo acréscimo é menor. Além disso, houve redução nas tarifas residenciais de uma das concessionárias de São Paulo, vigente desde 23 de outubro, e em Brasília e em Goiânia, a partir de 22 de outubro”, afirma. 

A alimentação em domicílio também teve redução nos preços, pelo sexto mês consecutivo. O preço da cebola e da batata-inglesa foram os principais destaques, que ficaram mais baratos. A carne, no entanto, ficou mais cara. 

Em contrapartida, os itens de vestuário, transportes, principalmente a gasolina, e as passagens aéreas pesaram mais no bolso dos brasileiros. 

De janeiro a outubro deste ano, a inflação acumula alta de 2,6% e de 2,54% nos últimos 12 meses. 

Em comparação com setembro deste ano, a inflação acelerou, já que a taxa era de -0,04%.

O IPCA é o indicador que mede a inflação para famílias que recebem de um (R$ 998) a 40 (R$ 39.920) salários mínimos. O estudo abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília e considera os preços coletados no período de 28 de setembro a 28 de outubro de 2019 (referência) em comparação com os preços vigentes no período de 28 de agosto a 27 de setembro de 2019 (base).