Economia Inflação oficial registra menor nível para novembro desde 1994, diz IBGE

Inflação oficial registra menor nível para novembro desde 1994, diz IBGE

Esta foi a segunda vez no ano que o indicador atingiu taxa negativas, o que significa que houve redução de preços de produtos e serviços

Inflação

Combustíveis impulsionaram resultado do mês

Combustíveis impulsionaram resultado do mês

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os preços de produtos e serviços recuaram em novembro, o que representa um alívio no bolso do consumidor. A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), registrou queda de 0,21% — o menor nível para novembro desde 1994, quando se iniciou a série histórica.

Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (7). 

Novembro representa o segundo mês de 2018 em que foi registrado resultado negativo para o IPCA — o outro havia sido em agosto, quando houve queda de 0,09% nos preços. De janeiro até novembro deste ano, a inflação oficial acumula 3,59%.

Alívio no bolso

O grupo de transportes foi o maior influenciador do resultado negativo do mês. Principais responsáveis pelo resultado, os combustíveis ficaram mais em conta — 2,4% mais baratos, em média, na bomba. 

O litro da gasolina está, em média, 3,07% mais em conta, enquanto os preços óleo diesel e o etanol recuaram 0,58% e 0,52%, respectivamente.

O grupo habitação também registrou redução nos preços. A energia elétrica foi a responsável pelo maior impacto negativo no índice, uma vez que a conta de luz recuou, em média, 4,04%. Segundo o analista de Índice de Preços, Pedro Costa, houve mudanças na bandeira tarifária. “Estava no patamar dois da bandeira vermelha e passou a ser amarela. Isso foi o principal”, afirma.

Já no caso dos produtos e serviços de saúde e cuidados pessoais, vale destacar a queda de quase 5% nos itens de higiene pessoal.

Supermercado ficou mais caro em novembro

Supermercado ficou mais caro em novembro

Divulgação

Comida mais cara

Na contramão da tendência geral de queda de preços, os alimentos e bebidas fecharam o mês com aumento nos preços. Vale destacar os reajustes da cebola (24,45%), do tomate (22,25%), da batata-inglesa (14,69%) e das hortaliças (4,43%).

Para Costa, "o que ajudou a conter um pouco a queda nos preços foi a Alimentação, principalmente por conta das altas do tomate, da cebola e da batata inglesa". 

A notícia boa para quem faz supermercado foi a redução do preço do leite longa vida, que manteve a trajetória de queda dos últimos meses, e ficou 7,52% mais leve no bolso.

O IPCA é o indicador que mede a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo brasileiro e abrange famílias com rendimento de um (R$ 954) a 40 (R$ 38.160) salários mínimos. A pesquisa considera as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia e Campo Grande.

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