Inflação

Economia Inflação para o Dia dos Pais chega a 6% nos últimos 12 meses 

Inflação para o Dia dos Pais chega a 6% nos últimos 12 meses 

Passagens aéreas e kit de ferramentas lideram o ranking do aumento de preços, segundo levantamento IPCA/FGV

O tradicional kit de ferramentas para reparos residenciais teve aumento de 12,98%

O tradicional kit de ferramentas para reparos residenciais teve aumento de 12,98%

Pixabay/Reprodução

Itens como o tradicional kit de ferramentas e serviços como passagens aéreas puxaram a inflação do Dia dos Pais. Um levantamento com 30 produtos e serviços do IPCA/FGV (Índice de Preços ao Consumidor) indicou que os presentes e os serviços mais procurados subiram em média 6,08%, nos últimos 12 meses. O percentual ficou abaixo da inflação apurada para o mesmo período, que foi de 8,31%.

Entre os produtos, a cesta de 23 bens duráveis e semiduráveis teve um aumento médio de 4,06%. As principais altas foram:

- Kit ferramentas para reparos residenciais (12,98%)

- Artigos esportivos (8,6%)

- Roupas de cama, mesa e banho (7,91%)

- Bicicletas (6,95%);

- Máquina de lavar (6,53%);

- Geladeiras e freezers (6,38%);

- Ventiladores e circuladores de ar (6,27%)

O pesquisador do FGV/IBRE Matheus Peçanha afrima que o processo de reabertura e os custos tiveram um papel concorrente nos preços. "As commodities metálicas tiveram aumentos na casa dos 80% em 2020, custo muito relevante na produção dos eletrodomésticos, das ferramentas e bicicletas."

A pesquisa também mostrou que a inflação dos serviços subiu 9,06%, sendo a alta puxada pelas passagens aéreas, cujos preços avançaram 52,12%, refletindo a retomada do setor, que há 12 meses estava afundada na crise sanitária.

Na cesta de serviços estão também restaurantes (4,76%), hotéis (0,91%) e excursões e tours (0,42%), que sofreram aumentos, mas abaixo da inflação geral, ensaiando a retomada da demanda nestes setores.

As atrações culturais, por motivo da inatividade gerada pela pandemia, ficaram com seus preços estáveis, mesmo com a recente reabertura do setor: cinemas (0%), shows (0%) e teatros (0%).

"Essa mesma cesta de serviços refletia o cenário de total ausência de demanda há alguns meses, e agora, com exceção do setor cultural, já demonstra um reaquecimento da demanda com o retorno gradativo da atividade", avalia Peçanha.

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