Inflação

Economia Inflação sobe em ritmo menor para todas as faixas de renda em junho

Inflação sobe em ritmo menor para todas as faixas de renda em junho

Inflação das famílias mais pobres continua maior do que a registrada na faixa de renda alta pelo terceiro mês consecutivo

  • Economia | Do R7

Inflação de junho foi menor do que a registrada em maio

Inflação de junho foi menor do que a registrada em maio

Pilar Olivares/Reuters - 10.9.2020

A desaceleração da inflação em junho foi refletida em todas as faixas de renda, de acordo com estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta quarta-feira (14).

Apesar da redução generalizada da alta de preços na comparação com maio, a inflação das famílias de renda muito baixa continua maior que a registrada na faixa de renda alta pelo terceiro mês consecutivo, com taxas de 0,62% para as famílias que recebem menos de R$ 1.650,50 e de 0,39% para os domicílios com renda maior de R$ 16.509,66.

Novamente, o grupo de habitação foi que mais contribuiu para a pressão inflacionária em junho, impactado pelo reajuste das tarifas de energia elétrica e, em menor escala, pelos aumentos do gás de botijão e do gás encanado.

No caso da energia, a variação de 1,95%, em junho, reflete o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, além da recomposição tarifária registrada em Curitiba. As variações do gás de botijão e do gás encanado, por sua vez, seguem influenciadas pela alta dos preços internacionais e já acumulam variações de 16% e 14,2% no ano, respectivamente.

O segundo grupo que mais contribuiu para a alta da inflação das famílias de renda muito baixa foi o de alimentação e bebidas. Mesmo com a deflação apresentada em itens importantes, como cereais (-0,73%), tubérculos (-11,2%) e frutas (-2,7%), o segmento foi impulsionado pelas altas das carnes (1,3%), das aves e ovos (1,6%) e dos leites e derivados (2,2%).

Já para as famílias de alta renda foram impactadas pelo segmento de transportes, sendo que as quedas nas passagens aéreas (-5,6%) e nos transportes por aplicativo (-0,95%) não conseguiram anular os efeitos dos aumentos da gasolina (0,7%) e do etanol (2,1%). 

Combustíveis foram os principais 'vilões' da inflação no 1º semestre

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