Economia Inflação sobe para todas as faixas de renda em fevereiro, diz Ipea

Inflação sobe para todas as faixas de renda em fevereiro, diz Ipea

Alta de 7,1% do preço dos combustíveis influenciou principalmente as famílias de renda alta no mês passado

  • Economia | Do R7

Em 12 meses, inflação dos mais pobres supera a dos mais ricos

Em 12 meses, inflação dos mais pobres supera a dos mais ricos

LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO CONTEÚDO-16/12/2020

A taxa de inflação subiu para todas as faixas de renda durante o mês de fevereiro, apontam dados divulgados nesta terça-feira (16), pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Assim como aconteceu em janeiro, o maior impacto pelas altas de preços foi sentido no bolso das famílias de renda média e alta, cuja inflação quase chegou a 1% no período.

De acordo com o Ipea, o segmento que mais contribuiu para a pressão inflacionária para todas as faixas de renda no mês de fevereiro foi o grupo de transportes, impulsionado pela alta de 7,1% dos preços dos combustíveis.

Para os mais pobres, além do preço dos combustíveis, os reajustes de 0,33% do ônibus urbano e de 0,56% do trem também pressionaram para a alta da inflação desse grupo. Por outro lado, as famílias mais ricas ganharam um alívio inflacionário com a queda de 3% do preço das passagens aéreas.

Reprodução/Ipea

Outro grupo que contribuiu para a alta da inflação dos mais pobres foi o de habitação, puxado pelos aumentos de 0,66% dos aluguéis, de 1% da taxa de água e esgoto e de 3% do botijão de gás.

Já as famílias de renda mais alta sentiram uma pressão maior do grupo educação, visto que as mensalidades escolares sofreram reajuste de 3,1%. O aumento das taxas só não foi maior por conta da desaceleração dos alimentos ocorridas em fevereiro.

No acumulado de doze meses, a aceleração da inflação também atingiu todas as faixas de renda. As famílias mais pobres, no entanto, mantiveram-se com taxas mais altas do que as famílias mais ricas. A taxa de inflação para as famílias que recebem menos de R$ 1.650,50 foi de 6,75%, enquanto para as famílias com renda maior que R$ 16.509,66 a taxa foi de 3,43%.

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