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Economia Inflação volta a subir em outubro puxada por botijão de gás

Inflação volta a subir em outubro puxada por botijão de gás

IPCA-15, considerado prévia da inflação, foi a 0,34% no mês

  • Economia | Diego Junqueira, do R7

Botijão de gás foi o vilão do período

Botijão de gás foi o vilão do período

Marlon Costa/Futura Press/Folhapress

A inflação voltou a subir neste mês de outubro, após queda em setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (20).

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15), calculado entre 14 de setembro e 11 de outubro, registrou inflação de 0,34% no período, ante 0,11% no período anterior. O indicador é considerado uma prévia da inflação oficial, que vai trazer no início de novembro a variação de outubro.

A alta foi influenciada principalmente por combustíveis, segundo o IBGE, que calculou variações de 5,36% nos combustíveis domésticos e 1,29% nos combustíveis de veículos.

O gás de botijão foi o produto que mais impactou no índice individualmente, com variação de 5,72% no período da pesquisa.

A Petrobras anunciou três reajustes nas distribuidoras para o botijão de gás de 13 kg entre setembro e outubro: 12,2% (a partir de 06 de setembro); 6,90% (a partir de 26 de setembro); e 12,9% (a partir de 11 de outubro).

O IBGE destaca que o preço médio do produto variou entre 2,10%, na região metropolitana do Rio de Janeiro, até 7,89%, na região metropolitana de Belém (PA).

Após a Petrobras estabelecer sua nova política de preços para o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), em junho, o gás de cozinha ficou 47,5% mais caro nas refinarias. Isso levou a um aumento no preço do botijão de 13 kg, que chega a ser vendido por até R$ 110 ao consumidor final.

Acumulados

Apesar da alta registrada em outubro, o indicador continua baixo na comparação de longo prazo. Entre janeiro e outubro, a prévia da inflação calcula variação de 2,25% nos preços, ante 6,11% no mesmo período do ano passado. É o menor acumulado para um mês de outubro desde 2006, quando o índice registrou 2,22%.

Já nos últimos 12 meses (novembro de 2016 a outubro de 2017) o IPCA-15 ficou em 2,71%, leve alta comparado aos 2,56% registrados nos 12 meses anteriores (novembro de 2015 a outubro de 2016).

Alimentos e transportes

O IBGE destaca ainda que os preços médios dos alimentos e bebidas continuaram caindo em outubro (-0,15%), seguindo a tendência verificada em setembro (-0,94%).

Das 11 cidades pesquisadas, somente quatro tiveram alta em alimentos: Curitiba (1,00%), Goiânia (0,28%), São Paulo (0,27%) e Fortaleza (0,18%).

Os alimentos para consumo em casa ficaram 0,34% mais baratos, segundo o IBGE, com destaque para as quedas de alho (-9,88%), feijão-carioca (-5,95%), açúcar cristal (-3,63%) e leite longa vida (-3,52%). Carnes e frutas, por outro lado, registraram altas de 0,54% e 1,40%, respectivamente.

Já comer fora de casa ficou 0,18% mais caro no período, em média, com variação entre 2,67%, em Curitiba, e -2,18%, em Brasília.

O grupo de transportes foi o que mais subiu em outubro (0,60%), embora a variação tenha sido menor que a do período anterior, quando a alta foi de 1,25%. A redução sofreu impactos de uma menor alta nos preços de gasolina (de 3,76%, em setembro, para 1,45% agora) e passagens aéreas (de 21,30% para 7,35%).

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