Inflação

Economia Ipea revisa de 8,3% para 9,8% projeção da inflação para 2021

Ipea revisa de 8,3% para 9,8% projeção da inflação para 2021

Atualização é motivada pela expectativa de alta maior dos preços administrados e dos bens e serviços livres

  • Economia | Do R7

Ipea também revisou previsões para o ano que vem

Ipea também revisou previsões para o ano que vem

Marcos Santos/USP Imagens

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revisou na manhã desta quarta-feira (24) sua projeção para a inflação brasileira em 2021.

A nova previsão mostra que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado entre janeiro e dezembro será de 9,8%, patamar 1,5 ponto percentual superior à aposta anterior, de 8,3%.

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Já a previsão para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador utilizado para reajustar o salário mínimo, passou de 8,6% para 10,1%.

De acordo com o Ipea, o aumento das projeções veio de uma revisão mais intensa dos bens livres e dos preços administrados, com previsões que passaram de 7,9% e 12,9% para 10,3% e 15,6%, respectivamente. A inflação esperada para os alimentos e para os serviços livres também foi revisada para cima, passando de 8,9% e 5% para 9,8% e 5,5%, respectivamente.

2022

Em relação às expectativas para 2022, a previsão indica uma desaceleração da inflação em todos os segmentos, mas aponta para "uma perspectiva de que o descompasso entre a oferta e a demanda de matérias-primas deva perdurar no primeiro trimestre".

Com isso, as taxas projetadas para o IPCA e o INPC para 2022 foram revistas para cima, avançando de 4,1% e 3,9% para 4,9% e 4,6%, respectivamente. "Essa previsão de redução das taxas de inflação em 2022 está ancorada em estimativa de acomodação dos preços do petróleo, ainda que em patamar elevado, combinada ao aperto monetário em curso, com a elevação das taxas de juros", informa o texto.

A análise ainda mostra que os riscos inflacionários para o ano que vem seguem associados a novos aumentos dos preços internacionais das commodities e à percepção de alguma fragilidade fiscal, além da instabilidade política, oriunda do processo eleitoral, com efeitos que podem desencadear um novo ciclo de desvalorização cambial no contexto interno.

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