Economia Joaquim Levy aceita convite para presidir o BNDES

Joaquim Levy aceita convite para presidir o BNDES

Informação foi confirmada na tarde desta segunda-feira (12) pela assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes

joaquim levy

Levy foi ministro da Fazenda durante o governo Dilma

Levy foi ministro da Fazenda durante o governo Dilma

Wilson Dias/Agência Brasil - 19.01.2015

O economista e ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy aceitou o convite e será indicado para presidir o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A informação foi confirmada na tarde desta segunda-feira (12) pela assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Com extensa experiência em gestão pública, PhD em economia pela Universidade de Chicago, Joaquim Levy deixa a diretoria financeira do Banco Mundial para integrar a equipe econômica do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro", diz a nota.

Dyogo diz não ter conhecimento de indicação de Levy para o BNDES

A informação de que Levy seria indicado para a presidência do BNDES foi antecipada no domingo pela colunista Sônia Racy, que informou que o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff já estaria esvaziando suas gavetas na sede do Banco Mundial para se mudar para o Rio de Janeiro e substituir Dyogo Oliveira no comando do banco de fomento.

Ministro da Fazenda

Engenheiro naval e Ph.D. em economia, Joaquim Levy foi anunciado ministro da Fazenda em novembro de 2014, durante do segundo mandato do governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Após pouco mais de um ano à frente da pasta, a petista substituiu Levy por Nelson Barbosa.

Na função, Levy propôs um ajuste fiscal rígido para o governo e defendeu cortes nos gastos públicos. Sua gestão foi alvo de críticas por parte da ala do governo que era contra a redução das despesas nas áreas de educação, saúde e programas sociais.

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Pesou também para a exoneração de Levy o desentendimento sobra a mudança da meta fiscal para o ano de 2016, que representa a economia que o governo deve fazer para pagar os juros da dívida. O então ministro queria que fosse mantida a meta firmada de destinar 0,7% do PIB para o superávit fiscal. O governo Dilma, no entanto, enviou ao Congresso Nacional uma proposta reduzindo a meta para 0,5% do PIB.

Ao comunicar o afastamento de Levy, Dilma agradeceu à dedicação do economista e destacou que ele teve "papel fundamental no enfrentamento da crise econômica".