Economia JPMorgan passa a ver alta de 125 pontos-base na Selic neste mês e taxa de 9,75% ao fim do ciclo de aperto

JPMorgan passa a ver alta de 125 pontos-base na Selic neste mês e taxa de 9,75% ao fim do ciclo de aperto

MACRO-SELIC-JPMORGAN-REVISAO:JPMorgan passa a ver alta de 125 pontos-base na Selic neste mês e taxa de 9,75% ao fim do ciclo de aperto

Reuters - Economia

SÃO PAULO (Reuters) - O JPMorgan elevou a 125 pontos-base sua projeção de aumento da taxa Selic pelo Banco Central nas próximas duas reuniões do Copom, com o BC forçado a acelerar o ritmo de aperto monetário devido à deterioração do balanço de riscos para a inflação.

Em relatório nesta quinta-feira, o banco norte-americano também aumentou a 9% a estimativa para a inflação medida pelo IPCA este ano, citando ainda pressões de preços locais e globais "mais persistentes".

O BC agora vai elevar a Selic em 125 pontos-base ao fim do encontro do Copom dos dias 26 e 27 de outubro e também na mesma magnitude no término da reunião de 7 a 8 de dezembro, estima o JPMorgan.

Na primeira deliberação sobre os juros em 2022, nos dias 1º e 2 de fevereiro, o Bacen vai subir a taxa em 100 pontos-base. Com isso, a Selic sairia dos atuais 6,25% para um patamar terminal de 9,75% --ante 9% estimados até então pelo banco.

"Acreditamos que o Banco Central deve e vai reagir à deterioração acelerando o ritmo de aperto", disseram Cassiana Fernandez (economista-chefe do banco no Brasil) e Vinicius Moreira (economista) no relatório.

"O risco de piora nas perspectivas fiscais até o término do ano e o ambiente global mais desafiador ainda exigem cautela, e não descartamos um movimento ainda mais agressivo pelo Banco Central, seja antecipando o movimento com um aumento de 150 pontos-base na próxima semana ou prolongando ainda mais o ciclo em direção a uma taxa terminal mais alta no próximo ano", completaram.

Os profissionais adicionaram que as condições financeiras mais apertadas vão pesar sobre o crescimento de 2022, e, por isso, enxergam mais riscos de baixa ao prognóstico do JPMorgan de expansão de 0,9% do PIB no ano que vem.

(Por José de Castro)

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