Economia Limitar produção de aço da China não é sustentável após curto prazo, diz jornal

Limitar produção de aço da China não é sustentável após curto prazo, diz jornal

PEQUIM (Reuters) - Esforços das siderúrgicas chinesas em aumentar os preços do aço restringindo a produção não são sustentáveis no longo prazo, afirmou o jornal estatal China Economic Times nesta segunda-feira, citando uma autoridade do órgão planejador estatal.

Apesar das recentes quedas nos estoques de produtos de aço, a demanda não aumentou significativamente e ainda há pressões de queda nos preços do lado da oferta, disse a matéria citando Liu Jie, da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC).

"Mas os preços do minério de ferro caíram recentemente e os lucros das usinas estão se recuperando, o que pode fazer as usinas retomarem os níveis de produção", disse Liu Jie, acrescentando que a limitação da produção para elevar os preços pode não ser sustentada.

Em agosto, algumas usinas na China cortaram suas taxas de produção voluntariamente para estabilizar preços ou interromper a produção devido à manutenção.

As usinas chinesas foram pressionadas pela fraca demanda de distribuidores e pelas medidas de proteção ambiental, enquanto seus lucros também foram pressionados pelo aumento dos preços das matérias-primas, segundo a reportagem.

A maioria das siderúrgicas listadas na China teve lucro mais baixo ou prejuízo no primeiro semestre.

Os últimos anos de altos lucros nas siderúrgicas chinesas podem não durar, mas as perdas em larga escala de 2015 não ocorrerão novamente, disse Liu, segundo o China Economic Times.

A China suspendeu mais de 150 milhões de toneladas de capacidade de aço nos últimos três anos, como parte de uma campanha para modernizar a economia, mas ainda é responsável por cerca de metade da produção global, com uma capacidade de 980 milhões de toneladas por ano.

As siderúrgicas chinesas também tiveram que cortar a produção sob pedidos do governo várias vezes nos últimos dois ou três anos para atender regras antipoluição.

(Por Min Zhang e Shivani Singh)