Economia Lula não oferece grandes riscos ao setor elétrico, afirma banco suíço

Lula não oferece grandes riscos ao setor elétrico, afirma banco suíço

Analistas do Credit Suisse avalia que a troca de governo pode implicar em mudança no marco regulatório, mas vê empresas do setor protegidas por seus contratos de concessão

Reuters - Economia
Analistas preveem que não haverá reversão da privatização da Eletrobras

Analistas preveem que não haverá reversão da privatização da Eletrobras

Pilar Olivares/Reuters - 20.08.2014

Analistas do Credit Suisse não preveem grandes mudanças de rota no setor de energia elétrica após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o Palácio do Planalto no domingo (31).

Segundo a equipe do banco, ainda que a troca de governo possa implicar em mudança no marco regulatório em algum momento, grande parte das empresas de "utilities" estão protegidas por seus contratos de concessão, diferentes níveis de exposições ao PIB e alavancagem em patamar sustentável.

"Assim não vemos grandes riscos", afirmaram os analistas Carolina Carneiro e Rafael Nagano, em relatório. Entre os temas em destaque, eles apontaram a renovação de uma série de concessões de distribuidoras de energia a partir de 2025, começando pela EDP Espírito Santo.

"Considerando os grandes impactos da MP 579 em 2012, não vemos grandes mudanças nos contratos e durante nossa conversa com Mauricio Tolmasquim (conselheiro do PT para o setor elétrico), ele apontou que os contratos das boas concessionárias devem ser renovados", relatou a equipe do Credit.

Em relação à Eletrobras, não deve haver reversão da privatização, preveem os analistas, dado que o processo exigiu mudanças na legislação, estatutos e um elevado aumento de capital, que diluiu a participação do governo federal e limitou todos os direitos de voto a 10%.

"Uma potencial aquisição de controle também desencadearia a 'poison pill', que implica em um grande prêmio (200%) e oferta pública de aquisição de ações ON", notaram, acrescentando que reverter a privatização também implicaria em renunciar a recursos para investimentos em Minas Gerais, Norte e Nordeste.

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