Reforma da Previdência

Economia Maia se diz preocupado com que pode ocorrer no país sem reforma

Maia se diz preocupado com que pode ocorrer no país sem reforma

Depois dos últimos atritos com o governo de Bolsonaro, Maia também reforçou que irá trabalhar pela reforma, mas 'dentro do seu quadrado'

O presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) minimizou o cancelamento da ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) e reforçou que o ministro tem a confiança do parlamento. Além disso, voltou a declarar seu apoio pela aprovação da reforma da Previdência. "O que me preocupa é ver o que vai acontecer com o Brasil sem a reforma. Precisamos olhar para frente", disse. Depois dos últimos atritos com o governo de Jair Bolsonaro, Maia também reforçou que irá trabalhar pela reforma, mas "dentro do seu quadrado".

"Eu não tenho condição de ficar na CCJ debatendo reforma. Meu limite é ir até a CCJ com ele (Guedes) e mostrar meu apoio a ele e à proposta. E é isso que vou fazer. Dentro do meu quadrado, todo meu apoio à tramitação e aprovação da previdência", disse.

Apesar do cancelamento da ida do ministro à CCJ, Maia manteve sua postura de demonstrar apoio a Guedes. "O ministro Guedes tem toda confiança do parlamento, todo apoio dos partidos que têm dialogado e participado de reuniões com ele", disse. "Acho que ele pensou que não teria apoio do plenário da CCJ e achou melhor não vir. Eu disse a ele: 'Ministro, o senhor já deu demonstrações de que respeita o parlamento brasileiro, se a sua decisão for essa, eu como presidente da Câmara, vou respeitar e conversar com os líderes partidários para que a gente encontre uma data para que se possa continuar debatendo", afirmou Maia.

Maia afirmou que o presidente da CCJ, Felipe Francischini, poderia indicar já um relator e frisou que seria uma boa ideia ser alguém do próprio PSL. "Ele vai ter mais apoio e melhores condições de dialogar com o ministro e com o líder do governo para construir um diálogo, uma maioria na Câmara dos Deputados", comentou.

Sobre o documento dos líderes do Centrão que fala sobre a retirada do BPC e da aposentadoria rural da PEC, Maia disse que a iniciativa "é uma boa". "Acho que os dois temas têm mais atrapalhado do que ajudado a reforma da Previdência. O BPC e a aposentadoria rural não são, do ponto de vista fiscal, o principal problema", afirmou.

Últimas