Economia Mais de 103 milhões de cheques são usados no 1º semestre, recuo de 13,8% em relação a 2021

Mais de 103 milhões de cheques são usados no 1º semestre, recuo de 13,8% em relação a 2021

Foram compensados 120,6 milhões de documentos em igual período do ano anterior, diz Febraban; valor médio aumentou

Agência Estado
O uso de cheques caiu mais de 13% no primeiro semestre de 2022

O uso de cheques caiu mais de 13% no primeiro semestre de 2022

Itaci Batista / AE - 13/10/2012

O avanço dos meios de pagamento digitais, como internet e mobile banking, e a criação do Pix contribuíram para a diminuição do uso de cheques no país. No primeiro semestre de 2022, o número de documentos compensados no Brasil atingiu 103,9 milhões, uma redução de 13,8% em relação ao mesmo período de 2021, quando 120,6 milhões documentos foram compensados, informou nesta terça-feira (27) a Febraban (Federação Brasileira de Bancos). As estatísticas têm como base o Compe (Serviço de Compensação de Cheques).

No ano passado, o número de cheques compensados no Brasil foi 218,9 milhões, uma queda de 93,4% em relação a 1995, ano em que teve início a série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques. Na comparação com 2020, a queda foi de 23,7%; naquele ano, foram compensados 287,1 milhões de documentos em todo o país.

"O cliente bancário tem deixado, cada vez mais, de usar cheques, e optado por outros meios de pagamento, em especial os canais digitais, que hoje são responsáveis por 70% das operações bancárias no país", destaca, em nota, Walter Faria, diretor adjunto de serviços da Febraban.

Segundo o executivo, a crescente digitalização do cliente bancário foi impulsionada, também, pela entrada em funcionamento do Pix, em novembro de 2020. "Só neste primeiro semestre foram feitas 9,74 bilhões de transações, totalizando R$ 4,66 trilhões", afirma.

A Febraban diz que, apesar da redução do número de cheques compensados neste primeiro semestre, o volume financeiro total dos documentos permaneceu estável, passando de R$ 333,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2021, para R$ 333,3 bilhões no mesmo período deste ano.

"Os números mostram que o valor médio do cheque é mais alto, o que significa que a população está usando este meio de pagamento para transações de maior valor, enquanto as transações menores e do dia a dia são feitas com o Pix", avalia Faria.

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