Novo Coronavírus

Economia Medidas do BC contra crise do coronavírus somam R$ 1,2 trilhão

Medidas do BC contra crise do coronavírus somam R$ 1,2 trilhão

Liberação de capital para aumentar liquidez dos bancos corresponde a 16,7% do PIB, ante 3,5% na crise de 2008, disse presidente do BC, Campos Neto

  • Economia | Do R7, com informações da Agência Estado

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central

Reprodução/TV Brasil - 07.04.2020

As medidas do Banco Central para conter a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus somam uma liberação de capital de R$ 1,218 trilhão para aumentar a liquidez disponível aos bancos, afirmou o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, nesta terça-feira (7). O valor corresponde a 16,7% do PIB. Campos Neto comparou com as ações na área de liquidez realizadas durante a crise econômica de 2008, que somaram R$ 117 bilhões, ou 3,5% do PIB da época.

"Nunca tinha sido feita uma liberação de capital nesse volume", afirmou. "Fizemos muito mais do que foi feito no passado e bastante rápido. [O Brasil] foi o primeiro país de mercado emergente a fazer algo grande. E está entre os que mais fizeram". Ele lembrou ainda que, em função da crise, houve forte movimento de saída de recursos de países emergentes como o Brasil, com os investidores em busca de ativos mais seguros.

Entre as ações tomadas pelo país, Campos Neto apontou a realização de swap cambial com com Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), e a medida que permite crédito para a folha de pagamentos de empresas pequenas e médias, anunciada há duas semanas. "Começaremos a ter o operacional de folha de pagamentos ainda nesta semana", afirmou. Segundo ele, a promessa era de que a linha estaria funcionando em 15 dias, mas ela foi viabilizada em dez dias.

Campos Neto disse ainda que entende a ansiedade e a urgência para que os efeitos das medidas sejam sentidos na ponta. "Dentro das possibildiades que existiam fizemos mais, antes e num tempo apropriado", avaliou.

Ele também voltou a defender, como havia feito no fim de semana, o cumprimento dos contratos neste momento de crise. Na visão do governo, o não cumprimento de contratos - como os de aluguel e os de fornecimento de energia, por exemplo - pode intensificar a crise econômica.

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