Novo Coronavírus

Economia Mensalidades das faculdades privadas desabam no 2º semestre

Mensalidades das faculdades privadas desabam no 2º semestre

Valor das parcelas dos cursos de ensino a distância caíram 23,6% e os presenciais tiveram queda de 7%, aponta Quero Bolsa

  • Economia | Do R7

Deflação reflete valor que estudantes estão dispostos a pagar

Deflação reflete valor que estudantes estão dispostos a pagar

Marcos Santos/USP Imagens

As mensalidades de instituições privadas de ensino superior tiveram forte queda no segundo semestre, impactadas pelos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus, mostrou o Índice Nacional de Preços de Mensalidades da plataforma de educação Quero Bolsa, calculado com base em dados das mais de 10 mil instituições.

O recuo mais expressivo foi nos cursos de ensino a distância, com queda de 23,6% no valor integral das mensalidades, ante segundo semestre de 2019. Contabilizando os descontos concedidos pelas instituições, a retração foi de 12,77%.

Já os cursos presenciais mostraram alta de 6,93% no valor integral, no entanto, levando em conta os descontos aplicados, as mensalidades caíram 6%, segundo o índice.

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Enquanto os cursos presenciais eram paralisados diante das medidas de isolamento causadas pela pandemia, "coube ao ensino a distância captar alunos, numa escala muito menor e com alta competição entre as faculdades", afirmou Pedro Balerine, diretor de inteligência educacional da Quero Educação, proprietária do Quero Bolsa.

O valor que os estudantes estão dispostos a pagar também recuou em face da pandemia. No ensino a distância, a queda foi de 22,5%, enquanto o presencial mostrou retração de 2,14%, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Com a taxa de desemprego atingindo o nível recorde de 13,8% nos três meses até julho, as perspectivas de recuperação ainda são incertas para o setor.

"Quanto mais alta a taxa estiver, maior dificuldade de ingresso no ensino superior haverá", disse Balerine, acrescentando que o atraso na realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) também deve comprometer as matrículas no inícios de 2021. "Portanto, não haverá espaço para recuperação de preços."

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