Inflação

Economia Mercado financeiro eleva previsão para inflação de 2021 pela 18ª vez

Mercado financeiro eleva previsão para inflação de 2021 pela 18ª vez

Expectativa apontam que o IPCA vai furar o teto da meta do governo e prevê taxa de juros em 7,25% ao ano, mostra BC

  • Economia | Do R7

Previsão aponta para inflação de 6,88% ao fim de 2021

Previsão aponta para inflação de 6,88% ao fim de 2021

Pilar Olivares/Reuters - 10.9.2020

O mercado financeiro elevou pela 18ª semana seguida suas expectativas para a inflação oficial de 2021 e agora aposta que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) vai alcançar os 6,88% ao final do ano.

Caso a expectativa seja confirmada, a inflação chegará ao fim de 2021 acima do teto da meta estabelecida pelo governo para o ano, de 3,75%, com a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Na semana passada, a projeção do Boletim Focus era de IPCA em 6,79% e, há quatro semanas, as expectativas apontavam para uma variação de preços na casa dos 6,11%. Para 2021, a previsão para o IPCA subiu pela terceira semana consecutiva, a 3,84%. As projeções para 2022 e 2023, por sua vez, foram mantidas em, respectivamente, 3,25% e 3%.

Os dados do boletim Focus mantêm ainda a expectativa de cotação do dólar em R$ 5,10 ao final do ano e apontam para uma elevação na casa dos 10,9% nos 12 meses encerrados em dezembro nos preços administrados, tais como energia, combustíveis e planos médicos.

As mudanças também são seguida pela previsão de uma taxa básica de juros ainda maior, de 7,25% ao ano, ao final de 2021. Há quatro semanas a projeção era para uma Selic na casa dos 6,63% ao ano. 

Atualmente, a Selic figura em 5,25% ao ano após a quarta alta seguida definida na semana passada pelo BC. Conforme as previsões, a taxa básica deve voltar a saltar 1 ponto percentual na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) marcada para setembro e alcançar os 6,25% ao ano.

Aumentar a taxa de juros funciona como um instrumento de política monetária para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Últimas