Economia Mercado financeiro eleva projeção das riquezas do Brasil para 2021

Mercado financeiro eleva projeção das riquezas do Brasil para 2021

Projeção do boletim focus, do Banco Central, para o Produto Interno Bruto de 2021 passou de 3,41% para 3,45%

  • Economia | Da Agência Brasil, com informações da Agência Estado

Resumindo a Notícia

  • Mercado financeiro eleva projeção para PIB de 2021 para 3,45%
  • Previsão do boletim Focus, do Banco Central, para inflação deste ano subiu para 3,43%
  • Expectativa do mercado financeiro é de que Selic encerre 2021 em 3,25% ao ano
Mercado financeiro eleva projeção do PIB de 2021 de 3,41% para 3,45%

Mercado financeiro eleva projeção do PIB de 2021 de 3,41% para 3,45%

Pixabay

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2021. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia passou de alta 3,41% para avanço de 3,45%. Há quatro semanas, a estimativa era de alta de 3,46%. Para 2022, o mercado financeiro manteve a previsão do PIB, de alta de 2,50%, como já estava quatro semanas atrás.

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No Focus divulgado nesta segunda-feira (18), a projeção para a produção industrial de 2021 passou de alta de 4,78% para avanço de 5,00%. Há um mês, estava em alta de 5,00%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,45% para 2,40%, ante 2,43% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2021 seguiu em 64,95%. Há um mês, estava em 67,00%. Para 2022, a expectativa foi de 66,80% para 66,60%, ante 69,30% de um mês atrás.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - a inflação oficial do país) deste ano subiu de 3,34% para 3,43%. Para 2022, a estimativa de inflação foi mantida em 3,50%. As previsões para 2023 e 2024 são de 3,25% e 3,22%, respectivamente.

O cálculo para 2021 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 3,25% ao ano. Para o fim de 2022, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,75% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

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