Inflação

Economia Mercado passa a ver taxa de juros maior para o ano que vem

Mercado passa a ver taxa de juros maior para o ano que vem

Boletim Focus aponta que expectativa para a Selic ao fim de 2021 seguiu em 5,5%, mas para 2022 cresce em 0,25%, chegando a 6,5%

Reuters
Homem usa máscara de proteção em frente à sede do Banco Central, em Brasília

Homem usa máscara de proteção em frente à sede do Banco Central, em Brasília

Adriano Machado/Reuters - 02.09.2020

O mercado passou a ver maior aperto monetário em 2022 em meio a projeções mais elevadas para a inflação e o crescimento da atividade econômica neste ano, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (17).

O levantamento semanal apontou que a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao final de 2021 seguiu em 5,50%, mas para o ano que vem aumentou em 0,25 ponto percentual, a 6,50%.

A estimativa para a inflação neste ano aproxima-se cada vez mais do teto da meta, uma vez que passou a ser calculada agora em 5,15%, de 5,06% na semana anterior. A meta para este ano é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o ano que vem a perspectiva para a alta do IPCA aumentou em 0,03 ponto percentual, para 3,64% - o centro da meta oficial para a inflação em 2022 é de 3,50%, também com margem de tolerância de 1,5 ponto.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa de crescimento este ano no Focus passou a 3,45%, de 3,21% antes, e a projeção para 2022 subiu a 2,38%, de 2,33%. Na semana passada, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) apontou que a economia brasileira contraiu em março pela primeira vez em quase um ano diante da intensificação da pandemia de covid-19, mas ainda assim terminou o primeiro trimestre com crescimento graças ao desempenho positivo no início de 2021.

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