Inflação

Economia Mercado prevê inflação de 7,05% e alta menor do PIB em 2021

Mercado prevê inflação de 7,05% e alta menor do PIB em 2021

Aposta de crescimento da economia brasileira caiu a 5,28%, enquanto previsão para o IPCA subiu pela 19ª semana, aponta BC

  • Economia | Do R7

Mercado prevê juros básicos em 7,5% ao fim de 2021

Mercado prevê juros básicos em 7,5% ao fim de 2021

Pixnio

As expectativas do mercado financeiro para a inflação oficial de 2021 subiram pela 19ª semana consecutiva e a previsão de crescimento da economia brasileira voltou a cair.

Conforme a atualização divulgada nesta segunda-feira (16) pelo BC (Banco Central), o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve encerrar o ano em 7,05%, valor acima do teto da meta estabelecida pelo governo para o ano, de 3,75%, com a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

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Na semana passada, a projeção do Boletim Focus era de inflaçção em 6,88% e, há quatro semanas, as expectativas apontavam para uma variação de preços na casa dos 6,31%. Para 2021, a previsão para o IPCA subiu pela terceira semana consecutiva, a 3,9%. 

Por outro lado, o PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços produzidos no País — previsto para 2021 é de 5,28%. Na semana passada, a projeção era de alta de 5,3% e, há quatro semanas, de 5,27%. 

As mudanças também são seguida pela segunda previsão consecutiva de uma taxa básica de juros ainda maior, de 7,5% ao ano, ao final de 2021. Há quatro semanas a projeção era para uma Selic na casa dos 6,75% ao ano.

Atualmente, a Selic figura em 5,25% ao ano após a quarta alta seguida definida na semana passada pelo BC. Conforme as previsões, a taxa básica deve voltar a saltar 1 ponto percentual na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) marcada para setembro e alcançar os 6,25% ao ano.

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Aumentar a taxa de juros funciona como um instrumento de política monetária para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Os dados do boletim Focus mantêm ainda a expectativa de cotação do dólar em R$ 5,10 ao final do ano e apontam para uma elevação na casa dos 11% nos 12 meses encerrados em dezembro nos preços administrados, tais como energia, combustíveis e planos médicos.

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