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Economia Metade dos brasileiros reprova reforma da previdência, aponta pesquisa

Metade dos brasileiros reprova reforma da previdência, aponta pesquisa

Entrevistados acreditam que a idade ideal para se aposentar é 57,5 anos, dizem SPC e CNDL

Metade dos brasileiros reprova reforma da previdência, aponta pesquisa

Idosos, aposentadoria, terceira idade, celular

Idosos, aposentadoria, terceira idade, celular

Getty Images

A reforma do sistema previdenciário anunciada pelo presidente Michel Temer com a idade mínima de 65 para que os profissionais se aposentem desagrada metade dos brasileiros (47%), de acordo com pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Os entrevistados acreditam que a idade ideal para se aposentar é 57,5 anos, em média.

Apesar da maioria ser contra as mudanças, 60% admitem não ter mudado sua maneira de agir com relação à aposentadoria, especialmente por não terem refletido sobre o assunto (28%). Entre os 40% que alteraram o modo de pensar, o aumento da importância do planejamento da aposentadoria é a principal mudança (20%), principalmente entre os entrevistados das classes A e B.

Entre os que desaprovam a reforma, 28% dizem que depois de tantos anos trabalhando a pessoa merece se aposentar cedo e ter um tempo de descanso e 25% desaprovam porque a proposta discutida irá prejudicar quem já trabalhou mais de 30 anos.

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Já para os que aprovam a reforma (20%), o principal argumento é que o número de pessoas mais velhas está crescendo e, se essas medidas não forem realizadas, a previdência não conseguirá se sustentar a longo prazo, prejudicando assim quem se aposentará futuramente (50%). Outros 18% dizem que a mudança tornará o sistema mais justo, eliminando as diferenças entre funcionários públicos e da iniciativa privada e 13% afirmam que as pessoas estão vivendo mais e com mais saúde e, por isso, podem ser produtivas por mais tempo.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, afirma que as instituições, lideranças políticas e sociedade civil sabem que é imprescindível discutir o assunto.

— Dados do IBGE estimam que até 2030 o País terá 41,5 milhões de idosos, ou seja, em torno de um em cada cinco brasileiros vai depender da União para se sustentar quando parar de trabalhar.

O levantamento demonstra ainda que 56% dos entrevistados têm acompanhado de alguma maneira a discussão sobre as alterações, com destaque para homens (63%), pessoas com 55 anos ou mais (80%) e das classes A e B (77%). No total, 19% afirmam estar por dentro de todo o processo e mudanças, principalmente os mais velhos (31%).

Dos 38% que afirmam não estar acompanhando o debate sobre o tema, a maioria é de mulheres (44%), jovens (52%) e entrevistados das classes C, D e E (43%). Para Kawauti, "é importante que todos os envolvidos no debate participem da discussão sobre a reforma, já que diz respeito a jovens, adultos e idosos".

— Cedo ou tarde todos serão atingidos e precisarão refletir sobre a aposentadoria.

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Embora a maioria (95%) reconheça que os brasileiros devem pensar na aposentadoria, 38% afirmam que não se preparam para o momento de parar de trabalhar; sendo a principal justificativa o fato de nunca sobrar dinheiro (34%).

De acordo com o educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, é importante que o planejamento comece desde cedo, ainda que feito em pequenas quantias.

— Qualquer um pode se preparar logo para a aposentadoria, desde que respeite sua realidade financeira. À medida que a renda da pessoa aumenta, ela pode incrementar o valor dos depósitos de modo que essa reserva cresça. No entanto, é importante ter disciplina e regularidade no planejamento.

No total, 95% de entrevistados acreditam ser importante se preocupar com a aposentadoria. O argumento mais mencionado é o fato de que se não se preocuparem, terão que depender de terceiros na velhice (32%). Outros 21% afirmam que o padrão de vida pode cair caso não se preocupem. Cerca de 55% fazem reservas ou investimentos com foco na aposentadoria mensalmente, principalmente os entrevistados das classes C, D e E, sendo a média anual equivalente a 10 meses.