Economia Ministro Pontes escolhe interino para substituir diretor do Inpe

Ministro Pontes escolhe interino para substituir diretor do Inpe

O ministro da Ciência e Tecnologia anunciou que Darcton Policarpo Damião foi escolhido para substituir interinamente Ricardo Galvão na diretoria do Inpe

O ministro de Ciências e Tecnologia, Marcos Pontes

O ministro de Ciências e Tecnologia, Marcos Pontes

Marcelo Camargo/Agência Brasil 28.03.2019

O ministro da Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicação, Marcos Pontes, anunciou na tarde desta segunda-feira (5), pelo Twitter, que Darcton Policarpo Damião foi escolhido para substituir interinamente Ricardo Galvão na diretoria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Galvão foi exonerado após conflito com o presidente Jair Bolsonaro sobre os números de desmatamento divulgados pelo Inpe.

Darcton Policarpo Damião tem graduação em Ciências Aeronáuticas na Academia da Força Aérea (AFA), MBA em Gestão Empreendedora pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Inpe, doutorado em Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Brasília - UnB dentre outros cursos.

Em entrevista à Rádio Eldorado mais cedo, Pontes afirmou que o substituto de Ricardo Galvão deve permanecer no cargo até que seja estabelecido o comitê de busca com três nomes, de onde deve sair o diretor oficial.

"Esse é o padrão previsto. O que a gente tem que fazer agora é escolher um diretor substituto, (para) que ele permaneça até que seja estabelecido o comitê de busca e depois o comitê de busca vai trazer três nomes, de onde vai sair um diretor que vai ficar ali", explicou.

O regimento interno do Inpe, aprovado pela Portaria n° 897, de 3 de dezembro de 2008, prevê que a escolha do diretor deve ocorrer por meio de uma lista tríplice elaborada por um comitê.

O ministro declarou que o ex-diretor do Inpe Ricardo Galvão tornou a situação insustentável ao procurar a imprensa para rebater os comentários do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em vez de tentar resolver a situação pelo diálogo.

"Se o Galvão tivesse me procurado após os comentários de Bolsonaro, tudo poderia ter sido resolvido no diálogo. O fato de ter falado direto com a imprensa gerou perda de confiança", afirmou Pontes. "Tem influência do presidente (na demissão), mas também tem minha parte, porque se tornou difícil contornar a situação."