Economia Não está claro quanto progresso com reformas é possível, diz Fitch

Não está claro quanto progresso com reformas é possível, diz Fitch

Para agência de classificação de risco, ainda não é possível estimar avanços estruturais do Brasil antes das eleições do ano que vem

Autonomia do Banco Central está na pauta de reformas estruturais do governo

Autonomia do Banco Central está na pauta de reformas estruturais do governo

Adriano Machado/Reuters - 02.09.2020

A Fitch avalia que não está claro quanto progresso em matéria de reformas estruturais o governo brasileiro poderá fazer antes das eleições do ano que vem. Segundo a agência de classificação de risco, que reafirmou o rating BB- do Brasil nesta quinta-feira (27), com perspectiva negativa, a "janela de oportunidade" para aprovar as reformas pode se fechar no início de 2022.

Em nota, a Fitch destaca que uma proposta para simplificar o "complexo" sistema tributário brasileiro e a reforma administrativa para conter os custos da folha de pagamento no médio prazo foram apresentadas ao Congresso. No entanto, a dúvida em relação à tramitação dessas matérias, na visão da agência, vem dos lobbies investidos e da incerteza relacionada à pandemia de covid-19, que pode ocupar a agenda do legislativo.

Autonomia do BC

Ao dizer que o Brasil retomou a agenda de reformas econômicas em 2021, a Fitch menciona a aprovação da lei que garante autonomia ao Banco Central, a atualização dos marcos regulatórios para os setores de saneamento e gás, além da PEC emergencial.

Ainda na avaliação da agência, políticas macroeconômicas restritivas e incertezas relacionadas à corrida eleitoral de 2022 podem pesar sobre o investimento e o crescimento do Brasil no próximo ano.

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